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Suspeito confessa participação no ataque ao ônibus do Fortaleza, mas é liberado

Homem maior de tarde se apresentou à polícia e prestou esclarecimentos sobre o caso; ele não foi detido por falta de flagrante

Da Redação

Suspeito confessa participação no ataque ao ônibus do Fortaleza, mas é liberado
Sport lamenta ataques contra ônibus do Fortaleza
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A Polícia Civil de Pernambuco informou nesta terça-feira (27) que um suspeito pela participação do ataque ao ônibus do Fortaleza que deixou seis jogadores feridos após o jogo contra o Sport, pela Copa do Nordeste, confessou a participação no ato. Ele é um homem, maior de idade, e prestou depoimento na última segunda-feira (26).

"A Polícia Civil de Pernambuco informa que segue com as diligências de investigação do caso e está realizando oitivas de testemunhas e suspeitos. Ontem (26), um deles confessou participação na ação do dia 21/02/24 e continuam as investigações para a identificação dos demais envolvidos", informou a corporação.

O suspeito não foi detido porque não foi identificado em flagrante no ato. Ainda de acordo com a polícia, as investigações para identificar os demais participantes no ataque seguem em curso. A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco também segue investigando o ato, mas, até o momento, ninguém foi preso.

Entenda o caso

O ônibus do Fortaleza foi atingido por pedras e uma bomba caseira após o empate em 1 a 1 contra o Sport, na última quinta-feira (22), na Arena Pernambuco, pela Copa do Nordeste. O veículo contava com a presença de atletas, comissão técnica, diretoria e staff.

O Fortaleza confirmou que seis jogadores foram atingidos: o goleiro João Ricardo foi ferido com um corte no supercílio; o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar sofreu uma pancada na cabeça, um corte na boca e um outro corte no supercílio; o lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha foram feridos com estilhaços de vidro e tiveram que conter sangramentos.

“Terrível, não dá para acreditar que isso aconteça. Agradecer a Deus que não aconteceu algo pior, porque foram bombas e pedras. O problema é quando a gente já aceitava só as pedras batendo no vidro, nota de repúdio. Então é hora de um basta, o Fortaleza não quer jogar enquanto os seus jogadores lesionados não estiverem recuperados e enquanto os agressores não forem punidos” - Marcelo Paz, CEO do Fortaleza

A CBF também se manifestou em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (22). A principal entidade do futebol brasileiro lamentou o ocorrido e que confia no trabalho da polícia e das autoridades competentes. O presidente Ednaldo Rodrigues desejou boa recuperação para a delegação do Fortaleza.

"Desejo pronta recuperação a todos os jogadores e profissionais da comissão técnica que foram vítimas desse crime. A CBF seguirá implacável na cobrança e nas ações para que todo e qualquer ato de violência seja varrido do futebol brasileiro", afirmou o mandatário.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva aceitou a denúncia da procuradoria e decretou jogos sem torcida para o Sport. A decisão é válida para competições da CBF e vale até o julgamento do caso no Pleno do STJD.

A CBF também adiou o jogo do Fortaleza contra o Fluminense-PI pela primeira fase da Copa do Brasil. A partida estava prevista para esta quinta-feira (29), mas foi remarcada para o dia 3 de março (domingo).

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