Jogo Aberto

De saída? Jogo Aberto explica “mágoa” de Guerrero com Inter

Peruano se incomodou com indefinição sobre a renovação e pode mudar de ares

Da Redação, com Jogo Aberto 04/05/2021 • 12:23 - Atualizado em 04/05/2021 • 12:56

O imbróglio envolvendo o futuro de Paolo Guerrero no Inter foi assunto no Jogo Aberto desta terça-feira (04). De acordo com o repórter João Batista Filho, o peruano e seu estafe ficaram magoados com a postura da diretoria em não se posicionar sobre a renovação de contrato do atleta, que vai até o fim do ano, e sugeriram a rescisão.

Guerrero ficou afastado dos gramados por 210 dias após sofrer uma grave lesão no joelho e a diretoria gostaria de observar o rendimento do atleta neste retorno para então avançar nas conversas.

“Isso deixou o Guerrero magoado. Foi aberta pelos empresários a possibilidade de uma rescisão amigável, com o Guerrero abrindo mão do que teria a receber e o Inter o liberando. Mas a diretoria quer uma proposta, quer negociá-lo. São Paulo, Atlético-MG, Boca Juniors, um time da China e outro do Emirados já sondaram o Guerrero. A diretoria também se incomodou porque o assunto deveria ter sido tratado internamente”, disse JB Filho, lembrando que na segunda-feira o empresário do atleta divulgou nota confirmando o pedido de rescisão. 

Para a apresentadora Renata Fan, Guerrero tem direito de tentar um acordo e procurar outro clube se está infeliz. A colorada, no entanto, lembrou que o Inter deu suporte ao jogador em momentos complicados. “O Inter foi muito favorável a ele, desde o início, no doping, depois com a lesão grave. Sempre apoiou e nunca virou as costas. Espero que resolvam isso logo”, desejou. 

Já o comentarista Denílson classificou a situação como delicada. “Guerrero já saiu do Corinthians e do Flamengo pela porta dos fundos, com muito problema, e fechou as portas. Se fosse mais jovem poderia pensar que é o empresário colocando minhoca na cabeça. Se quer sair, tem que conduzir da melhor forma”, concluiu. 

A multa rescisória de Guerrero é de US$ 2,5 milhões para ambas as partes - se o desejo de romper o acordo for da diretoria ou do jogador. Estima-se que o Colorado poderia economizar R$ 7 milhões até o fim do ano em salários e outros vencimentos caso o peruano saia agora.

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