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Neto lembra jogo contra seleção de detentos no Carandiru

Da Redação 27/07/2020 • 15:00 - Atualizado em 27/07/2020 • 15:02
Neto no Carandiru, com a camisa do Milionários
Neto no Carandiru, com a camisa do Milionários
Fotos: Divulgação

Em 1991, Neto foi uma das estrelas de um jogo no mínimo curioso, tudo por causa do “estádio”: a Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como o presídio do Carandiru, na Zona Norte da cidade. O Craque vivia o auge da carreira, e reforçou o time do Milionários, equipe amadora que reunia jogadores do passado e do presente. O placar: 2 a 0, com dois gols de Neto, ambos de falta. Mas a parada foi dura.

“Foi um jogo sério”, lembra o apresentador da Band no quadro “Histórias do Craque”, do seu canal no YouTube.

A partida foi contra a seleção do Carandiru, formada pelos melhores do campeonato local. O público, claro, era formado pelos detentos – 4 mil presos lotaram o espaço em volta do campo. O goleiro do time do presídio acabou punido por ter levado os dois gols, e teve os pelos do corpo raspados.

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Com os jogadores nada aconteceu. Segundo Neto, o clima era de respeito. “Ninguém xingou, não fizeram absolutamente nada com a gente”, conta.

O medo que Neto não sentiu na hora do jogo, apareceu depois da partida. “Quando acabou eu tive medo. Imagina se tivesse uma rebelião com a gente lá?”, recorda o ex-jogador.

No ano seguinte, o Carandiru foi cenário de um dos episódios mais bárbaros do país, com um massacre que matou 111 detentos, pelo menos.

Neto considera a experiência “sensacional”, mas admite: “Não faria de novo”.

Assista:

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