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Rayssa Leal revela conselho da mãe antes de nota “quase impossível” nos EUA

Medalha de prata em Tóquio, Fadinha venceu etapa da Liga Mundial de Skate com virada emocionante

Da Redação, com Band Esporte Clube 27/09/2021 • 17:08 - Atualizado em 27/09/2021 • 17:13

Em entrevista ao Band Esporte Clube, Rayssa Leal revelou detalhes de sua recente vitória na etapa de Salt Lake City da Liga Mundial de Skate com direito a uma nota 8,5 (a maior da competição) na última manobra para virar contra a japonesa Funa Nakayama

“Era quase impossível eu conseguir essa nota a não ser que eu tentasse o flip rock (kickflip rock slide) que minha mãe tinha me falado desde quando eu cheguei. ‘Rayssa, você vai precisar’. E eu dizia: ‘Mas mãe, não dá, esse corrimão é muito estranho’”, disse a jovem de 13 anos.

“Mas na final fui pro tudo ou nada. Era tentar o flip rock ou do contrário eu não ganharia. Pensei numa frase que minha avó sempre fala: Deus vai na minha frente. Aí desci e não tinha como voltar mais. Joguei pra cima e encaixou certinho”, completou.

O resultado manteve Rayssa em ótima fase num momento em que ela ainda digere a histórica medalha de prata nos Jogos de Tóquio na estreia do skate em Olimpíadas. “Sempre quando vejo as imagens eu penso ‘meu Deus consegui trazer uma medalha pro Brasil’”, brincou a skatista, que virou uma verdadeira xodó da torcida no Japão. 

“Sempre tive o sonho de conseguir o primeiro milhão de seguidores nas redes sociais. Aí quando acabou a semifinal me perguntaram sobre a sensação de ter 3,5 milhões de seguidores. E eu: ‘Gente, como assim?’ Fiquei muito feliz. Esse carinho, essa torcida e esse apoio dos brasileiros foi especial e me ajudou muito”.  

Rayssa ainda falou que sabe da responsabilidade de defender a prata em Paris-2024, mas que espera “se divertir” como sempre para buscar mais um pódio. Independentemente dos resultados, a Fadinha já comemora ser um exemplo para muitas crianças. 

“Ver mais meninas começando a andar de skate é muito importante para mim e para as atletas que estão há mais tempo. Acho superfofo e fico superfeliz quando vejo meninas vestidas de fadinha pegando o skate e começando a andar, quebrando o preconceito em relação a meninas no esporte e meninas no skate”, concluiu.

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