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Esporte
Atualizado em 12/05/2015 19:40

Cunha é o novo coordenador de futebol feminino

Atual vereador de São Paulo vai renunciar ao cargo político e promete dar importância ao esporte na entidade
Marco Aurélio Cunha é o novo coordenador de futebol feminino da CBF / Fernando Santos/Folhapress Marco Aurélio Cunha é o novo coordenador de futebol feminino da CBF Fernando Santos/Folhapress

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, no final da tarde desta terça-feira, o vereador Marco Aurélio Cunha como novo coordenador de futebol feminino da entidade. Reeleito ao cargo na Câmara em 2012, com 40.130 votos, o médico precisará deixar a posição que ocupa atualmente.

“Vou renunciar. Ainda vou trabalhar hoje (terça-feira) e amanhã, e na quinta-feira me apresento à CBF”, disse, em entrevista ao Portal da Band. “Volto no mesmo dia para São Paulo e farei um discurso aos meus eleitores. Estava conversando há uma semana sobre isso, falei com o Kassab e orientei todos que trabalham comigo”, complementou.

O ex-diretor de futebol de Coritiba, Santos e São Paulo, entre outros, confirmou que vai retornar para o esporte, mas despistou sobre um dia voltar à vida política.

“A partir de quinta-feira, só futebol. No futuro eu não sei”, afirmou.. “Fiz uma candidatura a Deputado Estadual (em 2014) porque já estava cansado da rotina da câmara. Se eu tivesse sido eleito, não aceitaria esse cargo na CBF, pois teria quatro anos pela frente e seria pela primeira vez”.

Em sua primeira entrevista como coordenador de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha elogiou o atual treinador da seleção, Oswaldo Alvarez, o Vadão, mas questionou a opção por um técnico homem.

“O Vadão é um ótimo técnico, mas por que não ter uma treinadora mulher? Uma preparadora, uma fisioterapeuta? Precisamos dar oportunidade às mulheres. Temos de despertar esse interesse nelas. Não dá para gostar de algo que não nos foi apresentado”, declarou.

O novo dirigente da Confederação Brasileira de Futebol citou, como exemplo, o trabalho realizado em alguns países, e promete dar importância ao futebol feminino.

“Nos grandes países tem um futebol feminino competente, EUA, Japão, China... por que lá existe? Porque lá não existe preconceito e as meninas já têm futebol na escola”, falou. “Queremos dar esse cunho e essa importância ao futebol feminino”, concluiu.