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Atualizado em 07/10/2015 16:51

Mães fazem ato pela inclusão de deficientes

Manifestação em Santa Catarina celebrou decisão do MP contra sindicatos que criticaram pontos do Estatuto da Pessoa com Deficiência
Ação reuniu representantes de 15 entidades, além de pais defensores da causa das pessoas com deficiência / Petra Mafalda/PMF Ação reuniu representantes de 15 entidades, além de pais defensores da causa das pessoas com deficiência Petra Mafalda/PMF

Cerca de 50 pessoas realizaram um “abraçaço” na figueira da Praça XV de Novembro, em Florianópolis, na tarde desta quarta-feira (7). 

 

A ação, realizada pela Coordenadoria de Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência, reuniu representantes de 15 entidades, da Câmara Municipal de Vereadores, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) e da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, além de pais defensores da causa das pessoas com deficiência.

 

O ato foi em prol da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na rede privada de ensino e também para celebrar uma decisão do Ministério Público de Santa Catarina que, no início dessa semana, exigiu uma retratação Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (SINEPE/SC). 

 

Mês passado, o SINEPE emitiu uma carta aberta à comunidade escolar explicando porque é contrário aos artigos do Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em julho, que não permite que escolas particulares neguem matrícula de alunos especiais – algo muito comum, conforme revelou uma reportagem feita pelo Portal da Band

 

Leia também: Escolas não querem ter de atender alunos especiais

 

Na carta, o SINEPE subestima as capacidades dos deficientes. “Há condições de um autista ou alguém com idade mental reduzida e psicológica ser Presidente da República?”. Em outro parágrafo, o sindicato generaliza e ridiculariza os alunos especiais. “O que uma escola pode fazer por um aluno que, em razão de deficiência, abre a braguilha e expõe a genitália para as colegas ou agride os menores?”

 

Diante da repercussão negativa, o Ministério Público se reuniu com o SINEPE e pediu uma retratação. “Tão logo tomamos conhecimento dessa carta, instauramos um inquérito civil, convocando o SINEPE e o alertando para a impropriedade dos termos, preconceituosos, empregados nessa carta”, explicou o promotor do caso, Daniel Paladino. “Exigimos uma retratação da parte deles e estamos aguardando uma nova carta, com linguagem adequada, até o final desta semana.” 

abraçaço em prol do aluno deficiente

 

abraçaço em prol do aluno deficiente
Fotos: Petra Mafalda/PMF

 

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