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Justiça obriga Samarco a retomar pagamento a atingidos de Mariana

Auxílio deverá ser repassado a pescadores e agricultores

Daniel Abreu* 30/06/2022 • 13:06 - Atualizado em 30/06/2022 • 14:43
Tragédia aconteceu em novembro de 2015
Tragédia aconteceu em novembro de 2015
Antonio Cruz / Agência Brasil

A mineradora Samarco é obrigada pelo Tribunal Regional Federal a retomar o pagamento de auxílio emergencial a pescadores e agricultores atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, no Centro de Minas.

A decisão restaura direitos de atingidos pelo desastre na Bacia do Rio Doce, ocasionado por uma barragem das empresas Samarco, Vale e BHP Billiton, em novembro de 2015.

As vítimas haviam deixado de receber o auxílio depois de aderir ao sistema indenizatório chamado de Novel, criado pela Fundação Renova, entidade responsável pela reparação dos danos causados pelo rompimento.

A 12ª Vara Federal de Belo Horizonte havia decidido por alteração para “kits proteína” e “kits alimentação”.

Os órgãos de justiça se empenharam contra a decisão, alegando não haver relação entre o AFE, uma indenização causada por danos materiais e morais com os demais auxílios.

Nesta terça-feira (28), ficou ajuizado o retorno imediato do pagamento do AFE para todos os pescadores e agricultores que aderiram ao Novel. A juíza justificou a decisão dizendo não ser possível quitar o pagamento da indenização sem que as condições do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) esteja atendido, o que somente é possível no momento em que existir a normalização da rotina, anterior ao acidente, na área afetada.

A Renova também terá de arcar com o pagamento retroativo das parcelas retidas, além de multa de R$1.000 para cada atingido que não receber o valor retroativo.

*Sob supervisão de Mábila Soares