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Após 40 mortes de pessoas à espera de um leito, Ribeirão Pires zera fila de vaga de UTI

O município conta com apenas um Hospital de Campanha que operou com 100% de capacidade por 30 dias

Da Redação, com Rádio Bandeirantes 09/04/2021 • 07:23
O município conta com apenas um Hospital de Campanha que operou com 100% de capacidade por 30 dias
O município conta com apenas um Hospital de Campanha que operou com 100% de capacidade por 30 dias
Roberto Sungi/Futura Press/Folhapress

Após 40 mortes de pessoas à espera de um leito, Ribeirão Pires, na Região Metropolitana de São Paulo, zerou a fila de pacientes aguardando por uma vaga de UTI. As informações são da repórter Maju Arruda Leite, da Rádio Bandeirantes

O sistema de saúde da cidade entrou em colapso no início de março, quando duas pessoas morreram esperando por um atendimento em terapia intensiva.

O município conta com apenas um Hospital de Campanha que operou com 100% de capacidade por 30 dias.

Como alternativa, a única Unidade de Pronto Atendimento foi improvisada para atender 18 pacientes internados.

Desde o início de fevereiro, a Prefeitura alertou o governo de São Paulo sobre a necessidade de investimentos para atender os infectados com a doença.

O secretário de saúde, Audrei Rocha, afirma que contou com a ajuda de empresários para adquirir equipamentos e garantir atendimento.

O número de pessoas aguardando uma vaga no sistema de regulação de leitos do estado chegou a 23 pacientes. 

O isolamento social foi o principal motivo para desafogar o sistema hospitalar da cidade. Na primeira semana de março, a média de infectados por Covid-19 foi de 41 pessoas por dia. 

Já nos primeiros 7 dias de abril, esse índice baixou pela metade, registrando 20 infectados a cada 24 horas.

Segundo o secretário Audrei Rocha, hoje, não há mais nenhum paciente internado na UPA. A taxa de ocupação dos leitos de emergência no Hospital de Campanha é de 65%.

Amanhã, dez vagas de UTI serão instaladas com um repasse de mais de um milhão de reais do governo de São Paulo.

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