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Assaltos a bancos, reféns em carros e explosivos: entenda como foi o assalto em Araçatuba

Cidade paulista foi alvo de ação característica do chamado "Novo Cangaço"; três pessoas morreram

Da Redação 30/08/2021 • 11:59 - Atualizado em 30/08/2021 • 18:28

A partir das 23h50 de domingo (29), dezenas de criminosos ocuparam regiões do município com explosivos e armas de grosso calibre, como fuzis e metralhadoras. Nas horas seguintes, roubadas três agências bancárias.

Segundo testemunhas, eram pelo menos 30 criminosos. Durante mais de duas horas houve troca de tiros com os policiais. As sedes de dois batalhões policiais também foram atacadas.

Ao longo da madrugada, moradores de Araçatuba viraram reféns nas mãos do bando. Para evitar disparos policias, a quadrilha chegou a usar os reféns como escudos humanos. Alguns deles foram colocados sobre os carros usados nos crimes.

A investigação aponta que dez carros e um drone foram usados pela quadrilha na ação. O grupo conseguiu fugir com uma quantia em dinheiro, mas ainda não se sabe quanto.

Na fuga, carros e caminhões em chamas foram espalhados por rodovias e entradas da cidade, de forma a atrapalhar o acesso da polícia. Além disso, um caminhão cheio de explosivos foi abandonado.

Na manhã desta segunda-feira, a polícia começou a rastrear explosivos espalhados pela cidade, e que seriam ativados por sensores de movimentação. Um jovem foi atingido ao se aproximar de uma das bombas e teve membros amputados.

Inicialmente, três pessoas morreram em decorrência dos ataques, e dois homens foram presos. Os moradores de Araçatuba começaram a retomar suas rotinas pela manhã, contrariando a orientação de autoridades. As aulas foram suspensas.

“Nossa região é plana e predominante de plantio de cana. Para onde eles saíram, temos uma extensão larga do rio Tietê. A região não tem rodovia asfaltada, são estradas municipais de fazenda. Temos a informações de que eles estão encurralados na cana, nas matas às margens do rio”, afirmou.

O coronel Álvaro Camilo, secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, disse que os bandidos sabiam que haveria muito dinheiro na cidade desde a véspera. A corporação, no entanto, não foi avisada pelos bancos.

“Havia grande volume financeiro e a polícia não sabia. A ideia agora é conversar muito com a área federal, principalmente Banco Central e Banco do Brasil, para que evitem esses volumes, ou avisem a polícia de São Paulo”, cobrou.