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Aumento de internações por Covid não justifica proibição de cirurgias eletivas, diz sindicato de hospitais de SP

Da Redação, com BandNews TV 21/11/2020 • 13:49 - Atualizado em 21/11/2020 • 14:32
Francisco Balestrin, do SindHosp, deu entrevista ao BandNews TV
Francisco Balestrin, do SindHosp, deu entrevista ao BandNews TV
Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) apontou que 44% dos hospitais privados do Estado registraram alta no número de internações e de diagnósticos de Covid-19 nas últimas duas semanas.

De acordo com o médico Francisco Balestrin, presidente do sindicato, o resultado do levantamento deve “servir de alerta para toda a sociedade”, embora não signifique que São Paulo esteja enfrentando uma segunda onda da pandemia.

“Este aumento pode ser reflexo de algumas ações, de pessoas encontrando os familiares, indo a festas e achando que de alguma forma o vírus estava dominado quando na realidade não estava. Todos temos que fazer nosso papel”,  disse Balestrin em entrevista ao BandNews TV, reforçando que o distanciamento social, o uso de máscara e higienização das mãos seguem como as medidas mais eficazes para prevenir a doença. 

Assista à entrevista com o presidente do SindHosp

Por outro lado, o médico afirmou que a mesma pesquisa, feita a partir de consultas de hospitais de todas as regiões administrativas de São Paulo, mostrou que 71% das instituições se sentem em boas condições para atender os novos casos.

“Houve um aprendizado muito grande nos últimos meses, também no sentido de separar pacientes de Covid dos pacientes com outras patologias. Dentro da UTI também tivemos aprendizados de como manipular o paciente. O tempo de atendimento caiu, o processo está mais eficiente e consequentemente mais leitos ficam à disposição”, afirmou. 

Balestrini viu inclusive como precoce a decisão do governo de São Paulo, anunciada na última sexta-feira, de proibir agendamento de cirurgias eletivas em meio ao aumento no número de casos do novo coronavírus. 

“Provavelmente não se seguiu estudos específicos. O mal que se causou ao cidadão com problema cardiológico, oncológico e neurológico no primeiro momento foi muito grande. Pessoas não tinham coragem de ir ao hospital, os médicos também tinham dúvidas. Hoje não. Os hospitais estão em condições de atender pacientes no fluxo de Covid e não Covid", disse o médico. 

"Acho que poderia ter sido melhor pensado. Lembrando também que nem todas (cirurgias eletivas) usam UTI, além de as internações por Covid poderem variar de acordo com as regiões e cidades do Estado”, concluiu.

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