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"Bandido que levantar arma vai levar bala", diz governador de SP

Governo do Estado lançou megaoperação contra falsos entregadores e roubos de celulares

Narley Resende 04/05/2022 • 11:12 - Atualizado em 04/05/2022 • 12:23

Em anúncio de megaoperação contra roubos e furtos de celulares e contra golpes no PIX nesta quarta-feira (4), o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), ao lado do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), disse que "em São Paulo, o bandido que levantar arma para a polícia vai levar bala da polícia".

Pré-candidato à reeleição pelo PSDB, Garcia deu “aviso aos bandidos”. “Eu quero deixar um aviso muito claro a esses bandidos, que eles mudem de profissão ou mudem de estado, porque a polícia vai atrás de cada um deles. Quem cometer crime aqui em São Paulo, vai ser preso. O bandido que levantar arma para polícia vai levar bala da polícia que, dentro dos limites da lei, vai agir com muito rigor em relação à criminalidade”, disse Rodrigo Garcia.

Chamada de Operação Sufoco, a ação contaria com “5 mil agentes”, a até mais 4.740 PMs por dia. "Pedimos a compreensão da população e iremos dobrar o número de policiais nas ruas, com patrulhamento terrestre e aéreo para combater a criminalidade", afirmou o governador.

Não houve, porém, anúncio de contratação de policiais. Para reforçar o efetivo, o governo afirma que fará esquemas de horas-extras e voluntariado, por meio de vagas do Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar), programa que permite que integrantes da policia militar paulista possam fazer até dez turnos de oito horas consecutivas fora do seu expediente padrão por mês. 

O programa é facultativo, sendo necessário ao policial manifestar interesse.

O governador também anunciou que as polícias definiram, em conjunto com empresas de entrega por aplicativo, um sistema de segurança e de fiscalização dos motofretistas para evitar que criminosos se passem por esses profissionais para realizar roubos.

Na cidade de São Paulo, segundo o governo, a Operação Sufoco irá realizar ações integradas das polícias Militar e Civil e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) em toda cidade, principalmente em 500 pontos de atenção: grandes corredores de trânsito, como as marginais Tietê e Pinheiros, avenida Rebouças e corredor Norte-Sul; áreas com maior incidência de ocorrências; e pontos de desordens.

O contingente ampliado vai permitir a utilização de 1,5 mil viaturas a mais nas ruas, sendo 500 para pronta-resposta às demandas da população. Haverá também o uso de seis helicópteros: cinco aeronaves da Polícia Militar e uma da Polícia Civil.

A Guarda Civil Metropolitana também vai colocar 750 homens a mais nas ruas, por meio do pagamento da Diária Especial de Atividade Complementar. Hoje, a média de guardas municipais nas ruas diariamente é de 1.824 homens. Com a Operação Sufoco, esse número saltará para 2.574 por dia.

Falsos entregadores de delivery

Para realizar a fiscalização de motofretistas, foi firmado um convênio entre o governo de São Paulo e as empresas para compartilhamento dos bancos de dados dos aplicativos com o Detecta, sistema de monitoramento inteligente composto pelo monitoramento de câmeras combinado com o maior banco de dados de informações policiais da América Latina. 

A troca da base de dados será incorporada para facilitar a identificação de falsos entregadores de delivery, que utilizam mochilas dos aplicativos de entrega para não chamar a atenção e praticar crimes. Será realizada ainda uma campanha de conscientização sobre os serviços de entrega por aplicativos, em uma parceria entre o Governo do Estado e as empresas da área. Isso levará para as ruas ações educativas sobre as iniciativas que visam valorizar a profissão e proteger a população.

O governo afirma que “continuarão a ser feitas as blitze, que abordaram mais de 740 veículos entre sexta-feira (29) e sábado (30)”.