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Gatinha da Cracolândia lucrava R$ 6 mil por dia com barraca em "feira livre da droga"

Datena 23/07/2021 • 12:46
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Lorraine Cutier Bauer Romeiro, traficante de 19 anos presa nesta quinta-feira (22) pela Polícia Civil em Barueri, região metropolitana de São Paulo, lucrava cerca de R$ 6 mil por dia vendendo drogas em uma barraca montada na Cracolândia, centro da capital, onde ficou conhecida como a "Gatinha da Cracolândia" e "Princesa do crime".

Lorraine foi presa durante a Operação Carontes em ação que tinha como alvos outros traficantes ligados à facção criminosa PCC. Também foram capturados Hugo Eduardo Tierri, Renata Moura Soares e "Dona Paula".

Segundo informações obtidas com exclusividade pelo repórter Lucas Martins, a influenciadora digital de classe média (que tinha mais de 35 mil seguidores nas redes sociais) ingressou no crime através do namorado, o também traficante André Luiz dos Santos Almeida.

A jovem teria se aproximado dele após a perda do pai, o empresário Ricardo Cutier Bauer Romeiro, que atuava no ramo imobiliário em Alphaville, área nobre de São Paulo. Ele foi morto com um tiro na cabeça durante latrocínio em 2014. Desde então, familiares e conhecidos a definem como uma "adolescente problemática".

Ao lado de André, Lorraine montou uma barraca em um ponto "concorrido" da Cracolândia, região de domínio do PCC, e passou a ser uma das traficantes que mais vendia por ali. Depois da prisão do companheiro, assumiu a administração do crime.

Prisão da Gatinha da Cracolândia

Ao ser encontrada, ela confessou os crimes e indicou mais porções de droga que estavam em um hotel abandonado usado por dependentes químicos no "quartel-general do tráfico". Em diligência, os policiais acharam mais 85 porções de maconha, 295 de cocaína e 8 de crack.

A Gatinha da Cracolândia havia sido presa antes, na 1ª fase da operação Carontes, mas foi mantida em prisão domiciliar pela Justiça por causa da filha, que havia acabado de nascer, e por ser ré primária. Em vez de se dedicar á filha, porém, voltou a coordenar o tráfico.

A operação corria há seis meses com policiais infiltrados, disfarçados de dependentes químicos, que conseguiram mapear alguns criminosos. Durante a investigação, foi estimado que, em um ano, as quadrilhas que atuam na região lucram, juntas, em torno de R$ 200 milhões.

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