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Bruno Araújo: App das prévias do PSDB teve 25 milhões de tentativas de ataque hacker nos 30 minutos finais da votação

Datena 29/11/2021 • 11:33
Bruno Araújo é entrevistado no Manhã Bandeirantes
Bruno Araújo é entrevistado no Manhã Bandeirantes

Durante o sábado, nas prévias do PSDB, houve dezenas de ataques hacker vindos do exterior ao sistema de votação. A afirmação é do presidente nacional do partido, Bruno Araújo. Ele afirmou que, nos últimos 30 minutos de votação, foram mais de 25 milhões de tentativas de invasão.

“Nos últimos 30 minutos foi o ataque maciço, foram mais de 25 milhões de tentativas de ataque, com todo o sistema confirmando, de fato, a tentativa de ataque hacker, o que pode ter acontecido na semana anterior”, disse o líder do partido, entrevistado no Manhã Bandeirantes.

Ainda segundo o presidente do PSDB, as ações vieram do exterior, mais precisamente de países sem tanto controle da segurança digital.

O presidente, entanto, comemorou o resultado do processo das prévias tucanas e exaltou a vitória da democracia, alfinetando os partidos dos principais candidatos nas intenções de voto, Lula e Bolsonaro, dizendo que suas respectivas legendas não escolheram os candidatos com prévias de militantes. Araújo ainda exaltou a postura do candidato derrotado, o governador gaúcho Eduardo Leite, a quem chamou de “liderança do futuro”.

“Não há como construir um projeto sem desprezar o tamanho do partido que formou a sua opção por Eduardo Leite. O PSDB e as prévias contribuem para formação de lideranças. Nós apresentamos ao Brasil uma nova liderança nacional, que terá décadas de contribuição com a vida pública, vocacionado, dedicado à coisa pública e que encantou 43% do partido, não é pouca coisa”, elogiou, dizendo que o partido ajudará Doria curas as “feridas internas” após a eleição.

Araújo ainda não descartou movimentos do partido no futuro visando as eleições presidenciais para consolidar um nome no campo da chamada terceira via, citando nominalmente Simone Tebet, pré-candidata do MDB, Rodrigo Pacheco, do PSD e Sergio Moro, do Podemos. O político ainda vê como prematuro qualquer movimento mais brusco.

“Até a eleição cair no radar das pessoas. Quando acontecer, eu acho que nós vamos ter a posição de um voto útil”, analisou.

“No campo do centro tem mais três, quatro ou cinco alternativas. Se trabalhar para ficar apenas duas candidaturas, uma candidatura de João [Doria] compondo como algum desses nomes, e mais uma outra candidatura, ou seja, fora Ciro [Gomes], mais duas candidaturas, vão ficar todos sem qualquer mudança nas pesquisas eleitorais durante março, abril, maio, junho, julho”, completou.