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Dia do Meio Ambiente: os desafios e soluções para diminuir o impacto no planeta

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o chamado para ações de recuperação do planeta ganha ainda mais força

Por Cesar Cavalcante

Dia do Meio Ambiente: os desafios e soluções para diminuir o impacto no planeta
Valter Campanato/Agência Brasil

A dor vivida no Rio Grande do Sul deixa claro que nunca estivemos tão perto dos efeitos devastadores das mudanças climáticas. No Dia Mundial do Meio Ambiente, o chamado para ações de recuperação do planeta ganha ainda mais força.

Uma pesquisa internacional apontou que nos próximos 26 anos, o mundo pode perder 19% da renda devido às mudanças climáticas. Mas nem todo mundo sente da mesma forma. Especialistas indicam que os mais prejudicados são os mais pobres, justamente os que menos poluem. 

A sociedade levou muito tempo para transformar, para pior, o clima do planeta. E não temos mais tanto tempo para mudar essa rota. Nos negócios, a consciência ambiental conta pontos. A empresa liderada pelo Munir Soares conecta companhias com projetos de restauro ecológico.

“A segunda situação é identificar uma floresta que está em pé, mas com risco de desmatamento, e a gente faz um acordo com comunidades tradicionais ou com proprietários para proteger e manter essa floresta de pé e tudo isso, tanto o reflorestamento quanto conservação são financiados dentro dos projetos de crédito de carbono”, declarou Munir Soares, CEO da Systemica. 

No mercado de carbono, um crédito é obtido quando se deixa de emitir uma tonelada do poluente. Companhias podem negociar esses créditos, contratando o serviço de outras que botam a mão na massa tocando projetos de preservação, tal como uma empresa que cuida de áreas em São Paulo, Mato Grosso, Pará e Amazonas. 

Dentre as mais de mil espécies da fauna e flora protegidas, duas delas foram flagradas por câmeras de monitoramento: um cachorro vinagre e outro de orelhas curtas... que estão ameaçados.

Já esta outra empresa, de soluções para energia e economia de água, também leva placas solares para aldeias indígenas isoladas no Acre, áreas castigadas pelo garimpo ilegal, que contamina o solo e os rios. Já foram investidos mais de R$ 2 milhões no projeto, que é independente e precisa de parceiros.

“Isso não é mais futuro, já é o presente. O mundo inteiro está tomando mais consciência de que as florestas valem mais de pé, principalmente em tempos de emergências climáticas, em que muita gente vem sofrendo com os desastres como a gente acabou de ver no Rio Grande do Sul, e como tudo está conectado”, afirmou Wagner Carvalho, CEO da W-Energy.

“A Amazônia tem um grande impacto no planeta. Os povos indígenas são os guardiões da floresta e a gente entende que esse é um investimento em prevenção. Imagina quanto vai custar para reconstruir o Rio Grande do Sul”, acrescentou.

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