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Caso Eliza Samudio: Após decisão da Justiça, ex-policial Bola volta para a prisão em Minas Gerais

Ele estava em prisão domiciliar, mas, segundo a Justiça descumpriu algumas regras e teve esse direito revogado. Bola foi condenado por participação na morte de Eliza Samudio

Sid Marcus, no Bora Brasil 25/11/2021 • 09:03 - Atualizado em 25/11/2021 • 09:51

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, foi preso nesta quarta-feira (24) em Vespasiano, na Grande BH. O condenado pela morte de Eliza Samudio, namorada do goleiro Bruno, descumpriu algumas regras e teve o direito de prisão domiciliar revogado pela Justiça. 

Bola tinha saído do regime semiaberto para cumprir prisão domiciliar, no dia 27 de março de 2020, por recomendação da Justiça para conter a pandemia de coronavírus dentro das penitenciárias. Segundo a Justiça, ao utilizar a tornozeleira eletrônica, o ex-policial teria deixado o aparelho descarregar algumas vezes e ultrapassado o perímetro permitido. O advogado dele nega. 

Com o retorno para o semiaberto, Bola vai poder sair para trabalhar e terá que retornar à noite para a unidade prisional. Bola foi condenado a 22 anos de prisão pela morte e ocultação do corpo de Eliza Samudio. 

Caso Eliza Samudio

Em 2013, Bola foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio e pela ocultação do cadáver.  

Em 27 de março de 2020, Bola foi liberado para ficar em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.

Bola era amigo de Bruno, que tinha um relacionamento com Eliza. O ex-goleiro foi condenado a mais de 20 anos por envolvimento no crime, mas está cumprindo a pena em regime aberto.

Recentemente Bruno virou notícia por comprar um carro que custa cerca de R$ 80 mil, apesar de dever pensão alimentícia para o filho no valor total de R$ 3 milhões.

Eliza Samúdio foi vista, pela última vez, em um sítio do goleiro, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Em 2013, Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e pelo sequestro e cárcere privado do filho. Para um dos advogados de vários dos réus, na época, Ércio Quaresma, houve erros na condenação.

Poucos meses antes do crime, a própria jovem denunciava, na imprensa, as agressões. Eliza chegou a pedir na Justiça uma medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, mas o pedido foi negado.