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Ex-prefeito no Amazonas é alvo de operação contra rota do tráfico ao RJ

Agentes estão cumprindo 99 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Justiça, nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais e Pará

Por Clara Nery

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com o apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil do Amazonas, deflagrou nesta terça-feira (21) a operação "Rota do Rio". Um dos alvos é um ex-prefeito de um município do Amazonas, que teve o mandato cassado por abuso de poder econômico

O objetivo é desmantelar uma das principais estruturas de fornecimento de drogas em atacado da organização criminosa Comando Vermelho, em parcerias com uma das facções do Amazonas (CVAM). 

Os agentes estão cumprindo 99 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Justiça, nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais e Pará, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas identificadas como integrantes ou associados a um dos "braços operacionais e financeiros" do Comando Vermelho. 

Alguns desses mandados tem como locais o interior das comunidades Fallet, Fogueteiro, além de endereços nobres da cidade: Ipanema, Arpoador, Copacabana, Barra da Tijuca, Catete, Recreio; e do estado do Rio de Janeiro, como Cabo Frio e Búzios. 

As investigações, que contaram com o apoio do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), apontam que a rota utilizada para o escoamento da droga vinda do Amazonas até o Rio de Janeiro serve, em sentido contrário, para o fluxo de dinheiro do comprador atacadista para o seu fornecedor, evidenciando o grande esquema de fornecimento e pagamento da droga vendida tanto no morro quanto no asfalto. 

Para escamotear a origem ilícita dos recursos oriundos da compra e venda de drogas, essa organização criminosa realiza pagamentos de forma pulverizada a diversas pessoas interpostas. Entre elas, um frigorífico no Amazonas, pertencente a um ex-prefeito de um município daquele estado, que teve o mandato cassado por abuso de poder econômico.

As investigações financeiras apuraram que, em um período de dois anos, a organização movimentou aproximadamente R$ 30 milhões em recursos ilícitos.

“A ‘Rota do Rio’ representa um marco significativo no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Desmantelar essa infraestrutura é crucial para enfraquecer as operações do Comando Vermelho e reduzir a criminalidade nas áreas sob sua influência”, informou a Polícia Civil.

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