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Processo de beatificação de padre Cícero tem início hoje em Juazeiro do Norte

Padre Cícero é um dos principais símbolos da Igreja Católica no Brasil, tendo grande destaque entre os romeiros do Crato

Da redação

Começa o processo de beatificação de padre Cícero Reprodução
Reprodução

Começa, nesta quarta-feira (30), o processo de beatificação do padre cearense Cícero Romão Batista, popularmente chamado padre Cícero. Uma solenidade em Juazeiro do Norte, interior do Ceará, marca a abertura desta etapa que pode transformar o líder religioso em santo pela Igreja Católica.

A programação terá início às 18h, na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores. Após a solenidade, acontecerá a fase diocesana do processo, ocasião em que vários documentos serão apresentados.

O momento oficial de beatificação acontece três meses após a autorização do Vaticano, em 20 de agosto. Para o reitor da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, este é um momento muito significativo para a história de padre Cícero.

O religioso é um dos principais símbolos da Igreja Católica no Brasil, tendo grande destaque entre os romeiros do Crato, região do Cariri, no Ceará. Após a autorização assinada pelo papa Francisco, padre Cícero recebeu o título de “servo de deus”.

Marco da fé nordestina

Segundo a Diocese do Crato, padre Cícero é responsável pela espiritualidade de todo o povo nordestino até os dias de hoje. O sacerdote nasceu no Crato, em 24 de março de 1844.

O padre foi ordenado sacerdote em 30 de novembro de 1870. Celebrou a primeira missa em Juazeiro do Norte, quando ainda era um povoado chamado de Tabuleiro Grande, na noite de Natal daquele mesmo ano.

A partir daí, passou a estar mais presente na região. A partir de um sonho, padre Cícero percebeu como se daria a missão dele em Juazeiro do Norte. 

Sonho com Jesus

No sonho, o sacerdote percebeu inúmeras pessoas ao redor de Jesus na memorável “última ceia”. Seriam os flagelados da seca que assolava o interior nordestino, à época. Diante disso, o padre escutou do Cristo as palavras que o acompanharam durante toda a vida: “E tu, Cícero, toma conta deste povo”.

Outro marco tido como milagroso serviu para fomentar a peregrinação de fiéis. Numa celebração de março de 1889, depois de horas de oração e jejum devido à quaresma, Cícero, ao dar a comunhão à beata Maria de Araújo, outra importante personagem da história de Juazeiro do Norte, a hóstia consagrada se transformou em sangue na boca dela. O fato teria ocorrido por mais 138 vezes, num período de quase dois anos. 

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