Brasil Urgente

Caseiro suspeito de três assassinatos em GO teria pedido emprego em fazenda

Funcionários de propriedade rural relataram encontro com homem que saiu de mata em busca de ocupação

Lucas Martins, do Brasil Urgente 03/12/2021 • 18:12

Wanderson Mota Protácio, o caseiro de 21 anos suspeito de ter cometido três assassinatos no fim de semana em Corumbá de Goiás, cidade a cerca de 120 km ao norte de Goiânia, teria sido visto pela região nesta sexta-feira (3).

Pela manhã, um homem saiu de uma área de mata e apareceu em uma fazenda de Gameleira de Goiás – cidade a cerca de 100 km do local dos homicídios – para pedir emprego em uma estufa.

Na véspera, um homem que seria Wanderson pegou carona com um motoqueiro, partido de Abadiânia e chegando a Gameleira de Goiás. A distância entre a fazenda onde ele teria sido visto e o local onde desembarcou na véspera é de cerca de 10 km.

Quando percebeu que foi reconhecido, o suspeito acabou correndo. Funcionários da fazenda fizeram uma comparação da tatuagem que o caseiro fez no braço e têm absoluta certeza de os dois são a mesma pessoa.

Wanderson trabalhava como caseiro de uma fazenda em Corumbá de Goiás ao lado da família. Após uma discussão no domingo (28), ele teria matado a facadas a própria companheira, Ranielle Aranha Figueiro, de 21 anos, que estava grávida, e a filha dela, Geysa Aranha da Silva Rocha, de 2 anos.

Depois disso, foi até a sede da propriedade rural e furtou um revolver que estava escondido. Armado, foi até uma fazenda vizinha e matou o dono, Roberto Clemente de Matos, de 73 anos. A mulher de Roberto também foi baleada, mas sobreviveu.

Comércios da cidade de Gameleira de Goiás têm cartazes com a foto de Wanderson Protácio. Em parte das escolas da cidade, as aulas foram suspensas, já que muitos alunos são oriundos da zona rural.

A polícia desconfia da possibilidade de que o crime contra Ranielle tenha sido motivado por ciúmes. A mãe da jovem diz nunca ter presenciado agressões, mas desconfiava.

Outros crimes

O Brasil Urgente teve acesso à decisão da juíza Christiane Gomes Falcão Wayne, que contou na época com o apoio da promotora Melissa Sanchez Ita, representante do Ministério.

Na decisão, a juíza argumenta que a vítima “mudou para o estado do Maranhão e se encontra em endereço incerto, somado ao fato de que o réu não ostenta registros criminais anteriores”.

Ao longo da investigação atual, a polícia vai descobrindo crimes que Wanderson teria cometido antes do triplo assassinato. Em um deles, teria esfaqueado um taxista durante um assalto. Detalhes deste crime, porém, não foram divulgados.