Brasil Urgente

Empresário mata família inteira em casa em condomínio de luxo em Porto Alegre

Segundo a polícia, quatro vítimas da mesma família estavam nos quartos, o que indica que dormiam no momento do crime

Da redação, com Brasil Urgente 27/04/2022 • 17:19 - Atualizado em 28/04/2022 • 08:17
Empresário mata família inteira em casa em condomínio de luxo em Porto Alegre
Empresário mata família inteira em casa em condomínio de luxo em Porto Alegre
Reprodução

Um empresário matou toda a família em um condomínio de alto padrão no bairro Santa Tereza, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e depois cometeu suicídio na manhã desta quarta-feira (27).

Segundo informações da polícia, todos eram da mesma família e estavam nos quartos, o que indica que dormiam no momento do crime. Octávio Driemeyer Júnior, de 44 anos, estava caído sobre uma espingarda - uma das armas utilizadas nos crimes. Foram mortos a mulher do empresário, de 44 anos, mãe, de 79 anos, a sogra, de 81 anos e o filho, um adolescente de 14 anos.

O crime aconteceu de madrugada e a polícia foi acionada pelo zelador do condomínio por volta das 7h30 da manhã.

Uma mulher, que seria tia de Octávio, estava no andar debaixo e acordou ao ouvir os tiros e não foi alvo dos ataques. Aos investigadores, ela relatou que Octávio ofereceu a ela um remédio para dormir na noite anterior às mortes, mas ele não teria feito efeito.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso, que aponta para um ato premeditado, já que o empresário levou a própria mãe deliberadamente para sua casa. 

Ao Brasil Urgente, o delegado Rodrigo Garcia revelou que as armas estavam registradas em nome do sogro de Octávio e destacou que o autor não tinha passagens pela polícia. Por isso, está descartada a motivação por casos anteriores de violência doméstica. Relatos de alguns familiares indicaram que o empresário vinha enfrentando problemas financeiros.

“Em conversa com os familiares, todos eles foram muito claros no sentido de que o autor era extremamente amoroso com os familiares. Era carinhoso, era dedicado com os seus amigos, se dava muito bem com todos, não tinha problema de drogadição. Não havia nada que apresentasse algum traço de depressão, não falava em se matar, não tinha nada com relação a isso. O que tinha, e que ainda pesa e que isso vai ser verificado agora na investigação é que se a questão financeira relacionada à empresa foi a motivação”, disse.