Brasil Urgente

Esposa de PM e mãe de jovem mortos em assalto fala do luto: 'Fica o vazio'

Flávia Perrone conversou com exclusividade ao Brasil Urgente e contou que ouviu os tiros dentro da farmácia

Da redação

Flávia Perrone, esposa do policial militar e mãe da jovem que morreram após um assalto em uma farmácia em São Paulo, afirmou que está se refazendo para cuidar dos outros filhos. Ela conversou com exclusividade ao Brasil Urgente e citou que viu a filha e o marido morrerem na frente dela. 

“O que fica é o vazio, o vazio, o dia-a-dia que temos que lutar, foi uma batalha para mim, perder os dois no local, como foi, agora tenho que me refazer, porque tenho dois outros filhos e meus filhos de religião e tenho que seguir”, lamentou. 

Para Flávia, o luto é ainda mais forte por ter perdido a filha, com apenas 19 anos. "O Anderson, era profissão dele ser policial, passava o risco. Mas a minha menina não, aí foi o pior para mim, eu acreditava que ela ficaria comigo, por ser jovem, forte, acreditei até o último minuto, mas quando me tiraram de perto dela, tive certeza que ela faria a passagem. Entreguei para Deus minha aflição e enfim, foi enfrentar”, afirmou. 

Ao contar como foi ver a ação dos criminosos, Flávia afirmou que ela e o atendente da farmácia notaram que os bandidos iriam tentar assaltar a farmácia. “O atendente tinha fechado a porta devido ao horário, um dos bandidos empurrou a porta para entrar, os outros tentaram também, avisei que era um roubo porque a gente está em uma periferia e é normal”, conta. 

Ela afirmou que viu o marido, que era policial, sair do carro e logo ouviu os disparos. “Fui para trás do balcão, liguei para o COPOM, como meu marido havia orientado. E assim que os disparos pararam, ouvi o cantar de pneus, fui para fora e já vi o meu marido caído no chão, chamei ele, não me respondeu. Procurei minha filha e fui para o meio da rua pegar numeração para dar um norte para a polícia. Então vi minha filha no chão, falei para ela ficar comigo, fiquei ajoelhada do lado dela, pedindo para os orixás para ela ficar comigo”, diz. 

“Assim chegou a primeira viatura, logo as outras e eles socorreram os dois, ele morreu primeiro e depois me tiraram, porque a Alícia não estava voltando e ali ela morreu. Foi difícil para mim”, afirma Flávia Perrone. 

Para o apresentador José Luiz Datena, Flávia contou que suspeita que não foi apenas um tiroteio. “Não era só uma pessoa armada, tinha fogo cruzado, teve tiro de outros lugares e a porta da farmácia e os vidros estilhaçados de frente. Três ali nos vídeos e um no carro, portanto são quatro, tinha uma pessoa bem posicionada atirando de lado”, afirma. 

Entenda o caso

Um policial e a filha morreram após ele reagir a um assalto. O caso aconteceu em uma farmácia, na zona norte de São Paulo. Uma câmera de segurança gravou a ação. O agente estava de folga, acompanhado da esposa e da filha de 19 anos.

Três criminosos aparecem e vão na direção da farmácia. Os suspeitos chegam a olhar para arma do agente e dão tchau com a mão. Quando eles começam a se afastar, o policial sai do carro e começa a atirar./ Um deles começa a trocar tiros e atinge o PM e a jovem.

O socorro foi acionado, mas as vítimas morreram no local.

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