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Poderosas chefonas: Cresce a participação de mulheres no crime organizado do RJ

Número de mulheres presas no estado aumentou em 52,16% em dez anos

Da Redação, com Brasil Urgente 20/07/2021 • 19:19 - Atualizado em 20/07/2021 • 19:31

O número de mulheres em posições de comando no crime organizado tem chamado a atenção de autoridades do Rio de Janeiro. As informações são do Brasil Urgente.

Era o caso de Hello Kitty. De infantil, só o codinome - que pertencia a Rayane Nazareth Cardozo, que ficou famosa ostentando armas nas redes sociais.

Aos 21 anos, ela foi morta na última sexta-feira (16) durante uma operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Uma das armas apreendidas no local do confronto chamou a atenção: uma pistola estilizada, cor de rosa, com flores e símbolos de grife.

Mas a participação feminina no mundo do crime no Rio de Janeiro não para por aí. Em maio, a Polícia Civil prendeu em uma praia em Saquarema, na região dos Lagos, Sandra Sapatão, uma das criminosas mais antigas da maior facção criminosa em atuação no estado.

Há 10 dias, uma quadrilha de blogueiras também foi parar atrás das grades. Cinco jovens foram detidas por estelionato e organização criminosas. Segundo dados da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) do Rio de Janeiro, o número de mulheres presas no Rio aumentou em 52,16% em dez anos. E ainda há muitas outras sendo procuradas.

Tão jovem quanto Hello Kitty é Eduarda Lopes, de 21 anos. Filha de Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, é acusada de tentar retomar pontos de drogas da comunidade que rende apelido ao pai.

Em 2018, a Polícia Civil interceptou um plano de invasão à favela ordenando por Nem e comandado por ela. Duda está entre as 21 mulheres que tiveram cartazes divulgados pelo Portal dos Procurados.

Compõem essa lista também sogra e nora, conhecidas como chefinha e chefona, que integram uma das maiores organizações criminosas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. E também Jessica Caramujo, que faz a administração de parte das finanças do tráfico na comunidade do Caramujo, em Niterói. O portal oferece recompensas de R$ 1 mil por informações que levem aos paradeiros de algumas delas.

Ainda tem a mais velha das procuradas que está na lista vermelha da Interpol: Heloísa Borba Gonçalves, apelidada de Viúva Negra, de 71 anos, é procurada em 188 países por vários crimes cometidos no Brasil. Ela é acusada de quatro homicídios.

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