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Polícia investiga ligação do PCC com apreensão de fuzis em SP

Carga foi interceptada nesta quarta-feira em Itapecerica da Serra

Da Redação, com Brasil Urgente 27/05/2021 • 18:51 - Atualizado em 27/05/2021 • 18:57

Um arsenal foi interceptado nesta quarta-feira (26) quando estava a caminho das mãos do crime organizado. Você já viu armas assim em imagens registradas durante assaltos a instituições financeiras de todo o Brasil, mas principalmente no interior de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

O carregamento tinha dois fuzis Colt calibre 556, de fabricação nos Estados Unidos, e outros dez de modelos diferentes, calibre 223. Alguns estavam com a numeração raspada. A indicação de fabricação é na República Tcheca, mas a suspeita é de que sejam réplicas fabricadas na verdade no Paraguai.

O arsenal entrou no Brasil por Foz do Iguaçu (PR), atravessou o Paraná, e foi apreendido por agentes da 4ª Delegacia da Polícia Federal na BR-116, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

“Foi uma abordagem de rotina, ocorrida aqui no trecho da delegacia em Itapecerica de Serra, da Polícia Rodoviária Federal de São Paulo. Com a leitura dos policiais, o conhecimento, algo de errado foi notado no comportamento, no gestual do condutor desse veículo, o que motivou que os policiais fizessem uma busca mais minuciosa no interior do veículo”, descreveu o inspetor Thomaz, da PRF, ao Brasil Urgente.

Os três homens presos com as armas foram ouvidos pela Polícia Civil e disseram que foram apenas contratados para trazer o carro até São Paulo, mas alegam que não sabiam o que havia dentro e quem contratou o serviço. O foco dos policiais agora é descobrir quem encomendou os fuzis.

“São fuzis com poder de fogo muito alto, são fáceis de manusear. São usados nesses crimes grandes – caixa eletrônico, grandes roubos, veículos de transporte de dinheiro. Geralmente eles usam nessas ações”, disse o delegado Milton Barbosa, da Polícia Civil.

As armas estavam em um teto falso, soldado no carro. O veículo estava em nome de um laranja.

A investigação ainda está no começo, mas tudo indica que os fuzis foram encomendados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para usar no tráfico de drogas, mas principalmente em assaltos no chamado “Novo Cangaço”.

“As blindagens têm níveis, assim como o armamento, assim como as munições. Esse aqui tem um alto poder de fogo, é capaz de transpor as blindagens com um menor poder de defesa”, descreveu o inspetor Thomaz com um dos fuzis em mãos.

“É um armamento letal, que o crime organizado prefere fazer uso desse tipo de armamento. E a nossa missão primordial é evitar que esse armamento chegue às mãos de quem não deve estar portando um armamento tão letal quanto este”, completou.

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