A Polícia Civil de São Paulo prendeu a modelo e estudante na morada do olheiro da quadrilha que executou Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo a investigação, a jovem ajudou na fuga do suspeito e movimentava dinheiro do tráfico de drogas, a pedido do suspeito foragido.
A modelo nega envolvimento com o crime organizado. Mesmo assim, o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) pediu a prisão temporária da garota.
Jovem, bonita e atuante nas redes sociais, a modelo disse, em depoimento, que só falou por telefone duas vezes com o olheiro, desde que ele teve a prisão decretada pela Justiça.
A investigação acredita que o homem que acompanhou os últimos passos de Vinícius Gritzbach, desde o desembarque e deu sinal para os atiradores entrarem em ação, esteja escondido numa comunidade carioca, sob proteção de uma facção criminosa.
Atirador de Gritzbach identificado
Nesta quinta-feira (16), a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) divulgou o balanço de uma operação que já prendeu 14 policiais militares envolvidos com o PCC. Um deles foi apontado como um dos atiradores que mataram Vinicius Gritzbach, na saída do setor de desembarque de Cumbica.
A polícia chegou ao acusado por meio de reconhecimento facial e quebra do sigilo telefônico.
Parte dos PMs é acusada de fazer escolta para Gritzbach. A outra, de vender informações do serviço de inteligência da instituição ao PCC, para evitar prisões dos integrantes da facção e prejuízos financeiros a máfia das drogas
Na investigação da Corregedoria da PM de São Paulo, ficou clara a ligação dos policiais militares acusados com traficantes e dirigentes de empresas de ônibus ligadas ao PCC.