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Polícia prende três integrantes de quadrilha envolvida em morte no Largo da Batata

Transexuais assaltaram pedreiro e o deixaram no meio da rua para que fosse atropelado três vezes

da Redação com Brasil Urgente 24/09/2021 • 17:14 - Atualizado em 24/09/2021 • 17:22
Imagem do crime registrada por câmeras de segurança
Imagem do crime registrada por câmeras de segurança
Reprodução

A Polícia Civil prendeu três acusados por envolvimento no assalto seguido de morte realizado no último dia 19 no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Na ocasião, um homem foi roubado e abandonado no meio de um cruzamento, onde morreu atropelado por um carro e dois ônibus.

A primeira prisão aconteceu na Freguesia do Ó, zona norte. Policiais da delegacia de Pinheiros localizaram um dos acusados e invadiram a casa. Segundo a investigação, Fábio Trindade era o homem que dirigia o carro utilizado pela quadrilha para fugir. 

Ele confessou participação e foi preso. O veículo foi apreendido e periciado.

A segunda prisão aconteceu na comunidade de São Remo. A acusada, uma mulher transexual, não teve o nome divulgado. As outras duas integrantes do grupo já foram identificadas e são procuradas. 

Em depoimento, a acusada afirmou que a quadrilha pretendia realizar um “simples roubo” e não imaginava que vítima iria morrer. Disse ainda que o crime não foi planejado e que elas costumam dirigir pelas ruas do bairro, com um carro alugado, procurando potenciais vítimas para assaltar.

Em seguida, os agentes prenderam um homem identificado como Cleiton, acusado de ser o responsável por alugar o carro para que o bando saísse cometendo crimes pela cidade. 

Assalto seguido de morte

Um homem de 52 anos morreu na madrugada do último dia 19 após ser atropelado por dois ônibus e um automóvel. Momentos antes, ele havia sido vítima de um assalto. 

O caso aconteceu por volta das 5h15, no cruzamento de duas ruas na região do Largo da Batata. A ocorrência foi toda registrada por câmeras de vigilância.  

Segundo a gravação, o pedreiro Orlando Neri da Cruz foi abordado por uma pessoa enquanto caminhava pelo local, dando início a uma briga. Pouco depois, um automóvel branco parou nas proximidades; duas pessoas desceram e se envolveram na briga.

A vítima foi agredida e ficou no chão. O trio pegou celular e carteira e foi embora, fugindo no veículo. Segundos depois, enquanto se recuperava, o homem foi atingido por um ônibus que virou a esquina e não conseguiu evitar o atropelamento. Na sequência, um carro e outro ônibus também atingiram a vítima.

Ele morreu no local. Dias depois, foi identificado pelo IML com análise das digitais, mas, como nenhum parente procurou a polícia, pode ser sepultado como indigente. 

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