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Polícia tem pistas sobre morte de tio e sobrinho após furto de carne

Tio e sobrinho teriam sido entregues a traficantes em Salvador após serem flagrados por seguranças de supermercado

Da Redação, com Brasil Urgente 03/05/2021 • 18:16 - Atualizado em 03/05/2021 • 18:29

A Polícia Civil da Bahia já investigações adiantadas sobre a morte de Yan e Bruno Barros na última semana, em Salvador. As informações são do Brasil Urgente.

Yan, de 19 anos, e Bruno, de 29, teriam sido flagrados por seguranças enquanto furtavam pacotes de carne em uma unidade do supermercado Atakadão Atakarejo na periferia da capital baiana. Segundo familiares, a dupla teria sido agredida e posteriormente entregue a traficantes da região.

Os corpos dos dois – sobrinho e tio – foram achados no porta-malas de um carro na última segunda-feira (26). Familiares das vítimas acreditam que as carnes – quatro pacotes, totalizando 5 kg – seriam vendidas.

Por enquanto, ninguém foi preso, mas a polícia já teria indicativos de quem teria matado os dois. O Ministério Público já entrou com uma notícia-crime sobre o caso.

“Várias diligências estão sendo realizadas para elucidar o crime, com oitiva de familiares, funcionários do estabelecimento comercial e testemunhas”, afirmou a delegada Andrea Ribeiro, da Polícia Civil baiana.

Yan e Bruno chegaram a ser fotografados com os produtos aos pés. Um homem, aparentemente segurança do estabelecimento, também aparece na imagem.

“Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas, bem como esclarecer se existe correlação entre as mortes das vítimas e a possível participação destas em um furto no estabelecimento comercial”, acrescenta Ribeiro.

A Polícia Militar disse que não foi acionada pelo supermercado para atender a ocorrência, mas como ficou sabendo do caso através de populares, uma guarnição foi ao estabelecimento. Lá, a PM foi informada de que se tratava de um alarme falso.

Testemunhas contaram que viram a dupla sendo levada por homens armados. Ainda de acordo om a família, os dois entraram em contato para pedir R$ 700 para pagar a mercadoria e serem liberados. Os corpos foram encontrados com sinais de tortura.

Em nota, o grupo Atakadão Atakarejo disse que não compactua com qualquer tipo de violência e ação criminosa, e que está colaborando com a investigação.

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