Brasil Urgente

Testemunha diz que dono de Porsche que matou motorista aparentava embriaguez

Fernando Sastre, dono da Porsche que causou acidente em São Paulo, deixou o local com ajuda da mãe, após autorização de PMs e sem realizar o teste do bafômetro

Da redação

Fernando Sastre deixou delegacia após acidente que matou trabalhador
Fernando Sastre deixou delegacia após acidente que matou trabalhador
Reprodução/Band

Quatro dias após a morte do motorista por aplicativo Ornaldo Viana, de 52 anos, pedaços do carro do motorista de aplicativo ainda estavam no local da batida, numa avenida na Zona Leste de São Paulo. O responsável pelo acidente, Fernando Sastre, de 24 anos, foi solto horas após se apresentar às autoridades. O Brasil Urgente teve acesso aos depoimentos de testemunhas.

Em um dos depoimentos, uma mulher afirmou que a Porshe conduzida por Fernando passou em alta velocidade pelo carro em que ela estava. Ela chegou a comentar que o veículo de luxo “iria bater”. Segundos depois, houve o acidente. A testemunha parou no local.

Aparentava embriaguez, diz testemunha

Em outro trecho do depoimento, ela disse que o empresário aparentava estar bêbado. A mulher revelou que perguntou o nome do condutor da Porshe, mas ele soube responder.

“Aparentava sinais de embriaguez. Estava cambaleando e com a voz pastosa”, testemunhou a mulher.

Fernando deixou o local do acidente com ajuda da mãe, após autorização de policiais militares e sem realizar o teste do bafômetro. A investigação ainda apura a conduta dela e dos PMs. Eles também podem ser indiciados no processo.

Polícia procura passageiro da Porsche

A polícia ainda quer ouvir o jovem que estava com Fernando na Porshe na madrugada do acidente. Ele não foi mais localizado no hospital nem em casa. O delegado não descarta que essa seja uma manobra para tentar dificultar a investigação. 

A polícia também pedirá o rastreio bancário de Fernando para saber se ele comprou bebida alcoólica na noite da tragédia com algum cartão.

Recuperou CNH há duas semanas

Fernando foi indiciado por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar, além de lesão corporal e fuga do local do acidente. No depoimento, a testemunha afirma que, em nenhum momento, os ocupantes da Porshe nem a mãe do empresário prestaram qualquer tipo de atenção ou socorro à vítima.

O empresário tinha recuperado a carteira de habilitação há menos de duas semanas. Ele perdeu a CNH, em outubro do ano passado, por excesso de pontos.

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