Mitre: a revolução que devolveu a democracia a Portugal

Fernando Mitre

Começou a carreira em Minas Gerais, onde passou por vários jornais, como “Correio de Minas” e “Diário de Minas”. Em São Paulo, integrou a equipe que criou o Jornal da Tarde, de o “Estado de S Paulo”. Dez anos depois, virou diretor de redação, posto que ocupou mais tarde, em duas outras oportunidades. Depois, assumiu a direção nacional de Jornalismo da Rede Bandeirantes, cargo que ocupa até hoje. Nesse período, produziu mais de 30 debates eleitorais, entre eles o primeiro presidencial da história do país na TV, em 89. É comentarista político no Jornal da Noite e entrevistador do programa político Canal Livre. Entre os diversos prêmios que recebeu, estão o Grande Prêmio da APCA, o Grande Prêmio do Clube de Criação de SP e três prêmios Comunique-se de “melhor diretor do ano”, valendo o título de “Mestre em Jornalismo”.

A enorme fila que se estende desde uma praça vizinha até a entrada do emblemático prédio neo-clássico do Palácio São Bento expressa neste culto de todos os anos ao 25 de abril, em Lisboa, o sentimento que predomina entre os portugueses alimentado pelo gosto da liberdade desde os cravos de 74. 

O fim da mais longa ditadura europeia, processo que foi acompanhado no Brasil pela intensa cobertura de nossos jornais, é comemorado - o que significa lembrar junto: comemorar - em tantos pontos significativos da capital portuguesa e fora dela. 

Além da festa cívica que as famílias promovem percorrendo os espaços históricos do prédio da Assembleia, e outros lugares - enchendo as ruas e praças como hoje - o momento de reflexão mais profunda talvez esteja no Museu do Aljube, um encontro necessário com o passado trágico da supressão de direitos e todas as suas marcas. 

Ninguém fica indiferente aquilo, contemplando as masmorras da ditadura. Como ninguém se esquece de um 25 de abril em Lisboa nestes tempos de liberdade.