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Diretora diz que Pfizer negocia vacinação no Brasil já no primeiro trimestre de 2021

Da Redação, com BandNews FM 20/11/2020 • 19:20 - Atualizado em 20/11/2020 • 20:23
Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer no Brasil, deu entrevista à BandNews FM
Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer no Brasil, deu entrevista à BandNews FM
Reprodução

A diretora médica da Pfizer no Brasil, Márjori Dulcine, disse em entrevista à Rádio BandNews FM que a farmacêutica norte-americana negocia com o governo brasileiro uma proposta para iniciar a vacinação no país ainda no primeiro trimestre do ano que vem.  Segundo ela, as conversas estão adiantadas, mas o começo da imunização depende da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Vamos fornecer dados de eficácia, segurança e de qualidade de fabricação necessários para o pedido da aprovação do registro no país. Importante salientar que embora não exista no Brasil o mecanismo do uso emergencial da vacina, a Anvisa autorizou há alguns meses o que se conhece como submissão contínua, que outros países já tem. Não há data para a submissão deste pedido, mas o diálogo está sendo bem aberto, o que tem sido importante”, disse Dulcine em participação no programa  O É da Coisa.

Assista à entrevista na íntegra abaixo!

De acordo com a diretora médica, a Pfizer fez uma proposta ao governo brasileiro em linha aos acordos fechados com outros países da América Latina, como Chile, Peru e Costa Rica. “Estamos otimistas em chegar a um acordo porque é uma premissa básica. Fornecer a vacina ao Brasil só depois da aprovação da Anvisa, que é o primeiro passo. Até a ultima informação temos acordo com 30 países e já estamos preparando as questões de logística, distribuição e produção”, explicou. 

A vacina desenvolvida pela Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech contra a Covid-19 é a primeira no mundo que tem testada a sua eficiência já na fase 3. Os testes desta etapa mostraram também que a vacina é 95% eficiente na prevenção da doença.

Dulcine afirmou ainda que não há previsão de produção das vacinas contra o coronavírus no Brasil. Por enquanto, isso será concentrado em cinco fábricas da própria empresa no exterior a fim de manter o controle de qualidade.

A diretora médica da Pfizer também ressaltou que o número de 1,3 bilhão de doses previsto pela fabricante para produzir no ano que vem “parece muito, mas não é”, pensando na população global, e que torce para que vacinas de outras fabricantes também tenham a eficácia comprovada. 

Dulcine ainda reforçou que a necessidade de a vacina da Pfizer ser armazenada sob temperaturas muito baixas não é um problema para que ela seja distribuída em um país tropical como o Brasil. “Foi desenvolvida uma embalagem especial, com temperatura controlada, fácil de transportar e manipular. Usa-se gelo seco que mantém a condição de armazenamento a 75 graus Celsius negativos, com uma variação de 15 graus”, concluiu. 

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