Notícias

Em meio à fase vermelha, SP registra festas clandestinas e pancadões

Em São Paulo, na fase vermelha, jovens fazem festas clandestinas

Da Redação, com Jornal da Band 26/01/2021 • 08:19

Em São Paulo, não param de pipocar as denúncias de festas clandestinas. Enquanto isso, começou a valer nesta segunda-feira (25) a fase vermelha que prevê mais restrições ao comércio em várias regiões do Estado, inclusive na capital. A regra vale para às 20h às 6h dos dias úteis, finais de semana e também feriados. As restrições devem seguir até, pelo menos, 8 de fevereiro.

Essas festas acontecem de forma secreta e a divulgação do local só é feita no dia marcado. Foi o que aconteceu no Morumbi, bairro nobre na zona sul de São Paulo. Mais de mil jovens se reuniram em uma mansão para uma festa que durou a noite inteira. Mas apenas pessoas selecionadas podiam entrar (veja imagens acima).

Já no extremo sul, uma festa rave foi flagrada numa chácara, perto da represa de Guarapiranga. O preço dos ingressos chegava a até R$ 200 e as informações foram passadas em um grupo de uma rede social. No palco, um DJ se apresentava. E o público, sem máscara, se aglomerava no evento. 

A cena se repete também no meio da rua, em Cidade Tiradentes, extremo leste de São Paulo. Jovens sem máscara, aglomerados, participaram de um baile um funk. Na tarde desta segunda-feira (25), o Brasil Urgente flagrou outro pancadão. Agora, no Jardim Imperador, também na Zona Leste. A maioria das pessoas estava no meio da rua, subiam em carros e motos e não usavam máscaras ou respeitavam qualquer norma sanitária. Duas viaturas da Polícia Militar estavam perto do local, mas não fizeram qualquer ação.

Enquanto falta fiscalização para evitar esses encontros, alguns setores reclamam do endurecimento das regras. Um restaurante da capital que poderia abrir durante o almoço, fechou as portas para minimizar os prejuízos. Dos 22 funcionários, apenas os dois cozinheiros vieram trabalhar para atender o delivery. 

Durante esse período, só é permitido o funcionamento de serviços essenciais como farmácias e supermercados. Como nesta segunda-feira (25) era aniversario da capital, houve confusão sobre o início da determinação. Quem foi ao Brás, centro de comercio popular, encontrou as lojas fechadas. 

Os lojistas afirmaram que fiscais ameaçaram multar quem estivesse aberto. A prefeitura nega que tenha dado essa ordem. Enquanto isso, camelos irregulares se espalharam pelas ruas. 
 

  • covid-19
  • pandemia
  • isolamento social
  • são paulo