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EUA devem ficar longe de conflito com Israel, alerta missão do Irã na ONU

Segundo postagem da representação no X, os ataques foram feitos com base no Artigo 51 da Carta da ONU, relativo à legítima defesa

Da Redação

Poucas horas depois da confirmação do lançamento de um ataque de centenas de drones e mísseis do Irã contra Israel neste sábado (13), o perfil no X (antigo Twitter) da delegação de missão permanente do Irã nas Nações Unidas deu justificativas para a ação do governo de Teerã. Segundo o post, os ataques estariam sendo conduzidos com base no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, relativo à legítima defesa, em resposta ao ataque contra a embaixada iraniana em Damasco, na Síria, no início de abril.

"O assunto pode ser considerado concluído. Contudo, caso o regime israelense cometa outro erro, a resposta do Irão será consideravelmente mais severa. É um conflito entre o Irã e o desonesto regime israelense, do qual os EUA DEVEM FICAR LONGE!”, diz a nota na postagem.

O Irã lançou um ataque com mais de 100 drones e mísseis contra Israel, confirmaram as autoridades dos dois países. Outras aeronaves também foram lançadas de posições no Iêmen pelos rebeldes Houthi, que seriam financiados pelo Irã. Caças americanos e israelenses seguem apostos para abater as aeronaves, carregadas com explosivos.

O tempo de voo dos drones levaria várias horas, disse o porta-voz em um briefing televisionado. Alguns já teriam sido abatidos na Síria. Israel já teria respondido a ofensiva com mísseis, além de ativar o uso de seu domo de ferro contra os ataques. “Graças a Deus temos o Domo de Ferro”, disse o perfil do governo israelense no X.

Benjamin Netanyahu falou com os israelenses e disse que os sistemas de defesa estão em prontidão total. O governo ainda emitiu alertas para que a população se abrigue em bunkers.

Diversos países como Reino Unido, França e Rússia, já alertaram seus cidadãos para evitarem viagens a Israel, Irã, Líbano e territórios palestinos.

O risco de um confronto aberto entre duas potências militares pode trazer consequências graves não só para região, como para o mundo.

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