Notícias

EXCLUSIVO: "Nós não compramos a vacina porque o Brasil não quis", afirma Omar Aziz

Presidente da CPI diz ser contra depoimento de Bolsonaro, mas explica que convocação de governadores abre caminho para isso

Da redação com BandNews TV 26/05/2021 • 20:36 - Atualizado em 26/05/2021 • 20:47

O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM) disse em entrevista à BandNews TV que já existem indícios de omissão do governo no combate ao coronavírus: "Nós não compramos a vacina porque o Brasil não quis".

O senador afirmou que o presidente foi induzido pelo assessoramento paralelo, citado por Mandetta, a focar a atenção em outras medidas e negligenciou a compra de vacinas. "O presidente apostou no tratamento precoce, na imunidade de rebanho", disse ele.

Nós não compramos a vacina porque o Brasil não quis

Aziz também lembrou o depoimento de Pazuello, que afirmou que pouco encontrava Bolsonaro, no máximo uma vez por semana: "Nós estamos numa guerra, não existe nada mais importante nesse momento. O presidente tinha que ter mudado para o Ministério da Saúde. Em vez de ficar passeando de moto, em vez de ficar naquele cercadinho ofendendo as pessoas, mandando a 'mãe comprar vacina', ele tinha que pegar o telefone e dizer 'Biden, é o Bolsonaro aqui do Brasil. Eu estou precisando comprar vacina'".

O presidente apostou no tratamento precoce, na imunidade de rebanho

Convocação de Bolsonaro

O presidente da CPI afirmou ser contra a convocação de Bolsonaro, mas explicou que ao insistir em ouvir governadores os senadores governistas abriram caminho para essa possibilidade. "Se os governadores podem vir, o artigo da Constituição que proíbe a convocação de presidente, governadores e ministros do Supremo é a mesma", disse ele se referindo ao requerimento de Randolfe Rodrigues.

Os governadores podem ir ao Supremo para não terem que prestar depoimento na CPI e existe precedente para conseguir o pedido.

Nós estamos numa guerra, não existe nada mais importante nesse momento. O presidente tinha que ter mudado para o Ministério da Saúde

Aziz também falou que não deve pautar a convocação de Carlos Bolsonaro. Para ele, mesmo com a presença do vereador em uma reunião com representantes da Pfizer, não há indícios de que ele tenha participado ativamente ou influenciado na tomada de decisões. O senador, mesmo divergindo do presidente em muitos assuntos, acredita que um depoimento de Carlos seria como uma perseguição a Bolsonaro: "Eu divirjo do presidente em muitas coisas que ele faz, aquele passeio de motoqueiros do apocalipse no momento em que chegamos a mais de 450 mil mortes (...) O presidente não usa máscara no Brasil, mas chega no Equador ele coloca uma máscara".

Assista à entrevista completa: