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Família de morador morto no Morro dos Macacos pede justiça

Maria Eduarda Aloan, da BandNews FM Rio 07/03/2021 • 15:22
Valmir Pereira Cândido era funcionário de uma empresa que presta serviços para a Petrobras
Valmir Pereira Cândido era funcionário de uma empresa que presta serviços para a Petrobras
Arquivo Pessoal

Familiares de um homem de 42 anos, morto em um tiroteio entre bandidos e policiais militares, no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, pedem justiça. Valmir Pereira Cândido era funcionário de uma empresa que presta serviços para a Petrobras, e estava de folga quando foi atingido, neste sábado (6), de acordo com parentes.

Cinco pessoas morreram durante a ação da Polícia Militar. Segundo a corporação, militares da UPP do Morro dos Macacos foram atacados por criminosos armados durante policiamento na região conhecida como "terreirinho". Os PMs localizaram, ainda de acordo com o comunicado, cinco suspeitos baleados após o confronto. Eles foram socorridos no Hospital Federal do Andaraí, mas não resistiram. Segundo a PM foram apreendidos um fuzil, duas pistolas, duas granadas, além de drogas e dinheiro em espécie, durante a ocorrência.

Moradores da favela de Vila Isabel garantem que a vítima não tinha ligação com o tráfico de drogas. A família de Valmir e amigos da vítima organizam um protesto para esta segunda-feira, 08.

Na Zona Oeste, moradores da Vila Kennedy também denunciam a morte de um inocente durante uma ação policial. Paulo Roberto, de 45 anos, foi atingido por um tiro de fuzil durante um tiroteio entre policiais e criminosos, na sexta-feira (5). A vítima morava na região, e trabalhava em um supermercado na Zona Norte.

Em nota, a PM disse que equipes foram atacadas por criminosos. Dois bandidos foram baleados durante confronto com policiais. Com eles foram apreendidas duas pistolas e munição.

Um terceiro homem, que estava foragido do sistema prisional, foi preso ao ser encontrado ferido depois do tiroteio. Todos foram socorridos ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste.

Paulo Roberto também chegou a ser levado para a mesma unidade de saúde, mas já chegou morto.

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