Notícias

Fuga de paraquedas: Sequestro do Boeing 727 da Northwest faz 50 anos sem solução

Homem sequestrou avião em 1971, roubou US$ 200 mil, saltou da aeronave e nunca mais foi visto

Ana Carla Bermúdez 24/11/2021 • 07:26 - Atualizado em 24/11/2021 • 11:39
Sequestrador, que se identificou como Dan Cooper, nunca foi encontrado
Sequestrador, que se identificou como Dan Cooper, nunca foi encontrado
Reprodução/FBI

Um dos maiores mistérios da história criminal dos Estados Unidos completa 50 anos nesta quarta-feira (24). O caso, que envolveu o sequestro de um Boeing 727, uma ameaça de explosão a bomba, um pedido de US$ 200 mil e até um salto de paraquedas da aeronave continua sem solução até os dias de hoje.

Tudo começou quando um homem, que se identificou como Dan Cooper, foi ao aeroporto de Portland, nos Estados Unidos, e comprou uma passagem de ida para Seattle. Era 24 de novembro de 1971, véspera do Dia de Ação de Graças, tradicional feriado americano.

O homem embarcou, então, em um Boeing 727 da Northwest Orient Airlines. Poucos minutos após a decolagem, ele acendeu um cigarro, pediu uma dose de bourbon com soda e passou um bilhete para Florence Shaffner, uma das aeromoças do voo.

A funcionária, a princípio, não deu bola para o bilhete. Pensando que se tratava de alguma cantada, ela apenas guardou o papel. Cooper, no entanto, insistiu para que a aeromoça lesse o recado: ele tratou de avisar que tinha uma bomba e pediu para que ela se sentasse ao seu lado.

A aeromoça obedeceu às ordens. O passageiro, então, mostrou a ela o que carregava em sua mala --eram oito bastões ligados por fios ao que parecia ser uma bateria. 

No bilhete, Cooper avisava que o avião estava sendo sequestrado e pedia US$ 200 mil em uma mochila, além de quatro paraquedas e um caminhão de combustível pronto para reabastecer a aeronave logo após o pouso em Seattle.

Deixando outra aeromoça em seu lugar, Shaffner levou o bilhete à cabine dos pilotos do avião. Os pilotos comunicaram a torre de comando de Seattle do sequestro e, um pouco mais tarde, o presidente da companhia aérea permitiu o pagamento do resgate.

Nenhum dos outros passageiros sabia o que estava acontecendo. O avião pousou em Seattle e, em troca do que exigia, Cooper permitiu que os demais passageiros e duas aeromoças desembarcassem da aeronave.

Com os pedidos feitos pelo bilhete atendidos, o avião decolou novamente com dois pilotos, uma aeromoça e Cooper a bordo. Ele ordenou então que a aeronave voasse em direção à Cidade do México, especificando altura e velocidade.

Em algum ponto da rota, o sequestrador pediu para que a aeromoça fosse à cabine dos pilotos, ficando sozinho na área dos passageiros. Com o dinheiro preso ao corpo, ele desceu uma escada, abriu a porta traseira da aeronave e saltou de paraquedas a cerca de 3 mil metros de altura.

O avião acabou aterrissando depois em Reno, no estado de Nevada, nos Estados Unidos. Autoridades fizeram buscas na região, mas nunca encontraram o sequestrador.

O FBI chegou a entrevistar mais de mil suspeitos, mas não encontrou o autor do crime. Em 2016, a corporação anunciou o encerramento das investigações porque não havia “nada novo” sobre o caso.