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Greve de ônibus causa congestionamento de 146 quilômetros em SP

A paralisação desta quarta-feira (29) afeta cerca de 1,5 milhão de passageiros

Cleber Souza 29/06/2022 • 15:37
Greve de ônibus em São Paulo
Greve de ônibus em São Paulo
Divulgação/Sindmotoristas

São Paulo registrou 146 quilômetros de pico de congestionamento de veículos às 9h desta quarta-feira (29) devido à greve de motoristas e de cobradores de ônibus na cidade.  O índice, no entanto, é 28% menor do que o registrado no mesmo horário há duas semanas, em 14 de junho, quando foram medidos 164 quilômetros de filas. Os dados são da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).  

A paralisação e as medidas adotadas para minimizar os danos causados pela greve ocasionaram um aumento do número de veículos circulando pela capital. Sem um dos principais meios de transporte público para se deslocar, a população recorreu a carros particulares, caronas e automóveis por aplicativos, além de metrô e trens.

Para não prejudicar quem precisou transitar nessa manhã, a prefeitura decidiu suspender o rodízio para veículos com placas final 5 e 6 e permitiu que os automóveis pudessem usar os corredores de ônibus, que estavam vazios. A Zona Azul na capital está mantida.

Quase metade do congestionamento está concentrado na região sul, seguido pelas zonas oeste e leste da capital. Apenas na marginal Tietê no sentido Castelo Branco, eram 7 quilômetros de filas. Na avenida dos Bandeirantes no sentido marginal, são outros 5 quilômetros de lentidão. 

A greve

Motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo estão em greve depois de não chegarem a um acordo com os patrões sobre uma série de reivindicações.  A categoria já havia realizado uma paralisação das atividades há duas semanas. Na ocasião, conseguiu um reajuste salarial de 12,4%, mas não obteve outras melhorias que eram solicitadas, como a hora do almoço remunerada e a participação nos lucros.  

A paralisação afeta 675 linhas e 6.008 ônibus. A Justiça do Trabalho determinou a manutenção de 80% da frota em circulação nos horários de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A SPTrans solicitou à Justiça o aumento do valor da multa, além de autuação de empresas pelo não cumprimento das viagens.

O julgamento do dissídio coletivo de motoristas e cobradores de ônibus no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) está marcado para as 15h a pedido do SPUrbannus (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo).  

O desembargador Davi Furtado Meirelles vai reunir o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo e os trabalhadores na sede do TRT. Às 16h, os motoristas e cobradores marcaram uma assembleia para deliberar sobre a continuação ou não da greve.