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Imagens aéreas flagram poluição nas lagoas de Jacarepaguá, no Rio

Ressaca deixou complexo lagunar com água turva e coloração escura neste domingo

Gabriela Morgado, da BandNews FM Rio 25/07/2021 • 16:59 - Atualizado em 26/07/2021 • 11:54
Poluição no Complexo Lagunar de Jacarepaguá é um problema antigo
Poluição no Complexo Lagunar de Jacarepaguá é um problema antigo
Mario Moscatelli

Imagens aéreas flagraram as lagoas do Complexo lagunar de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, assoreadas, com uma coloração turva e escura neste domingo (25). 

Nos vídeos feitas pelo biólogo Mario Moscatelli, é possível ver as Lagoas de Camorim e da Tijuca assoreadas, a Lagoinha das Taxas tomada por gigogas, por causa do esgoto. Até mesmo a Lagoa de Marapendi, que costuma apresentar melhores condições ambientais, também aparece poluída, segundo o biólogo. Veja abaixo:

No último sábado (24), uma grande quantidade de peixes apareceu morta na Lagoa de Jacarepaguá.

De acordo com Moscatelli, os problemas puderam ser flagrados neste domingo porque houve recentemente uma ressaca que remexeu o fundo das lagoas. Mas ele alerta que a poluição do complexo é um problema antigo e que há o lançamento contínuo de esgoto no sistema. Por isso, em períodos de maré baixa, toda a sujeira acaba escorrendo ainda para a praia da Barra da Tijuca.

Para Moscatelli, o problema deve ser resolvido o quanto antes, por meio de ações conjuntas do Governo do Estado, da Prefeitura e da concessionária Iguá Saneamento, que venceu o bloco 2 no leilão de serviços da Cedae.

O edital da venda dos serviços da Cedae prevê um investimento de R$ 250 milhões no Complexo Lagunar. Em junho, a Iguá afirmou que a recuperação ambiental do sistema estava em fase de planejamento e sua execução, de acordo com o edital, ocorreria ao longo de cinco anos.

O Governo do Rio pretende criar um bioparque no Complexo Lagunar para recuperar o local da poluição e de outros danos ambientais, mas ainda não há uma data prevista para o início das ações.

Procurada, a Iguá Saneamento disse que a recuperação ambiental do complexo está em elaboração e que a empresa tem 12 meses para preparar o plano de despoluição, como previsto no edital. O Governo do Estado afirmou que a concessão dos serviços de saneamento vai gerar investimentos na infraestrutura socioambiental, incluindo a despoluição do complexo lagunar.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirmou que a gestão das lagoas e o saneamento na região são de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente e da Iguá.

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