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Casas por 1 euro? Sonho da moradia na Itália se torna pesadelo para casal

Ofertas podem até ser tentadoras, mas trâmites burocráticos e preço da reforma vão muito além do valor inicial

Por Felipe Kieling

'Casas no sul da Itália por 1 euro'. A chamada é tentadora. E como uma boa venda passa também por uma inteligente estratégia de marketing, o resultado não poderia ser outro.

Vilas inteiras — até então abandonadas e esquecidas no mapa — estão sendo reconstruídas. Mas o valor de 1 euro é o lance inicial do leilão. Em muitos casos, o preço final pago é maior, mesmo assim não deixa de ser um bom negócio. E é preciso também se comprometer e considerar o preço da reforma, além dos trâmites burocráticos.

Um casal norte-americano revelou que, no final, acabou gastando 160 mil euros — o equivalente a R$ 870 mil. Eles compraram duas casas na cidade de Sambuca, na Sicília, que com vendas de imóveis e suas reformas injetou mais de R$ 115 milhões na economia local.

Cerca de 25 municípios tem projetos assim. E compradores interessados aparecem de vários locais. Na Inglaterra a situação é inversa: tem mais procura do que demanda e, até por isso, o preço médio de uma residência é de 300 mil libras — mais de R$ 2 milhões. 

Quem é de fora da União Europeia, como o Reino Unido, ainda pode comprar essas casas na Itália, só que na categoria de não residente. O que significa mais burocracia, impostos e possibilidade de morar no imóvel por só até 180 dias do ano.

Uma categoria de profissionais tem sido bastante atraída: os chamados nômades digitais. São pessoas que podem trabalhar remotamente e tem bastante flexibilidade.

Na ponta do lápis, essas casas de 1 euro custam mais do que isso e não são para todos, mas é um bom negócio para quem se enquadra nos requisitos e uma boa estratégia para renovar cidades medievais que estavam abandonadas.

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