Jornal da Band

Caso Miguel: mãe pesquisou como eliminar provas, aponta investigação

Histórico de pesquisas de Yasmin dos Santos Rodrigues mostra que ela queria sumir com pistas do assassinato

Lais Depper, do Jornal da Band 14/08/2021 • 19:42 - Atualizado em 14/08/2021 • 20:00

O histórico de pesquisas no celular da mãe do menino Miguel mostra que ela queria sumir com as pistas do assassinato do filho. O corpo da criança ainda não foi encontrado.

Em uma das buscas na internet, Yasmin dos Santos Rodrigues escreve: “digitais humanas saem na água salgada?”. Em outra quer saber em “quanto tempo as digitais de um objeto desaparecem”.

“Essas pesquisas demostram que após decidir matar a criança, elas planejaram o que fariam com o corpo. Ela esperava não ser descoberta pela polícia”, afirma o delegado Antônio Carlos Ractz Jr., responsável pelo caso.

Já são 17 dias de buscas pelo corpo de Miguel. Até agora, apenas um par de chinelos infantil foi encontrado e a mãe diz não se lembrar se é do filho. Com as pesquisas encontradas no celular dela, os indícios de que ela realmente jogou o corpo da criança na água ficaram mais fortes.

Yasmin a companheira dela, Bruna Porto da Rosa, estão presas preventivamente. Elas foram indiciadas pela polícia por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Elas também respondem por tortura.

Yasmin confessou ter dopado o filho, de apenas 7 anos, colocado o corpo em uma mala e jogado no Rio Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul.