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Ex-vereador apontado como chefe de milícia, Cristiano Girão é transferido para o Rio de Janeiro

Girão é investigado por encomendar um assassinato ao ex-PM Ronnie Lessa, preso acusado pela morte da vereadora Marielle Franco

Da Redação, com Jornal da Band 31/07/2021 • 19:28 - Atualizado em 31/07/2021 • 20:28
Acusado de ser chefe de milícia, Cristiano Girão é transferido para o Rio
Acusado de ser chefe de milícia, Cristiano Girão é transferido para o Rio
Câmara dos Vereadores/Divulgação

Ex-vereador carioca apontado como chefe de milícia, Cristiano Girão foi transferido hoje (31) para o Rio de Janeiro após ter sido preso ontem (30), em São Paulo, na tentativa de despistar a polícia. Ele é acusado de encomendar um assassinato ao ex-PM Ronnie Lessa, preso acusado pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. 

Girão é investigado por ter encomendado a morte de um miliciano rival que tentava tomar o controle da comunidade Gardênia Azul. O crime teve dinâmica parecida com o atentado que resultou na morte da vereadora. Uma testemunha disse à polícia que presenciou o momento em que Lessa atirou no rival do ex-político. 

Para as autoridades, ter comprovado o vínculo dos dois pode ter sido um passo decisivo para explicar quem foi o mandante da morte de Marielle. Quando foi preso com base na CPI das Milícias, em 2009, Cristiano Girão jurou vingança ao deputado Marcelo Freixo, na época presidente da comissão. Marielle era funcionária do gabinete e responsável por ouvir as vítimas dos milicianos. 

Cristiano Girão nega participação nos crimes. A defesa entrou com pedido de habeas corpus.  Confira na reportagem do Jornal da Band:

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