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Cúpula do G7 discute aborto e Lula defende pautas do Brasil na presidência do G20

Líderes de diferentes países queriam que o direito ao aborto estivesse no documento final do encontro

Sonia Blota

A Cúpula do G7, grupo formado pelas sete maiores economias do mundo, realizado na Itália nesta sexta-feira (14), teve o aborto como impasse durante a reunião. Líderes de diferentes países queriam que o direito ao aborto estivesse no documento final do encontro. 

Para o presidente americano Joe Biden, o assunto é uma das bandeiras da campanha eleitoral. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse que devia respeito ao Papa e retirou a palavra do texto.

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a decisão italiana e disse que a França prevê na Constituição o direito de as mulheres fazerem o que quiserem com o seu corpo.

Pela primeira vez, um Papa participou da cúpula do G7 e discursou. O destaque da fala de Francisco foi a inteligência artificial. Ele disse que ferramentas como essa podem aumentar a capacidade do ser humano, mas pediu aos líderes que assumam o compromisso de não perder o controle sobre a tecnologia.

O discurso do presidente Lula foi a portas fechadas, sem a presença da imprensa. Lula foi defender as pautas do Brasil na presidência do G20, como o combate às desigualdades e às mudanças climáticas; e voltou a cobrar a taxação dos super ricos.

O presidente também falou sobre os conflitos do Oriente Médio e na Europa. Sobre Israel, disse que o legítimo direito de defesa se transformou em direito de vingança. E na guerra entre Ucrânia e Rússia voltou a defender uma ação conjunta de países pela paz.

Durante o G7, Biden e o presidente ucraniano Volodimir Zelensky assinaram um acordo de segurança bilateral por 10 anos. Os países também aprovaram 50 bilhões de dólares em ajuda militar a Ucrânia. O dinheiro, na verdade, pertence a Rússia. E faz parte dos ativos congelados pelas sanções do Ocidente.

De Moscou, veio a reação de Vladimir Putin. Chamou a ajuda de roubo do dinheiro russo. E, pela primeira vez, apresentou um termo para aceitar a paz com a Ucrânia. Disse que negocia o cessar-fogo se os ucranianos retirarem suas tropas das regiões anexadas pela Russia e se Kiev abandonar suas pretensões de se unir à Otan, condições que a Ucrânia já disse que não aceita.

Os Estados Unidos querem que a Europa crie mais restrições aos produtos chineses. Ontem, a União Europeia já tinha seguido a cartilha americana e anunciado taxação sobre os carros elétricos do gigante asiático. O governo chinês já deixou claro que a resposta virá logo: queijos e vinhos franceses e os carros alemães devem ser sobretaxados por lá.

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