Jornal da Band

Eleições 2022: Lula admite formar chapa com Alckmin e alfineta Moro

Ex-presidente lembrou que teve como vice o empresário José Alencar e que não teria problema em compor a chapa com Geraldo Alckmin

Caiã Messina 19/01/2022 • 21:09
Ex-presidente Lula
Ex-presidente Lula
Reprodução/TV Band

Lula admitiu pela primeira vez que está disposto a formar chapa com Geraldo Alckmin, na disputa pelo Planalto. Ele aproveitou uma entrevista para veículos de esquerda para mandar recados ao centro.

O ex-presidente lembrou que teve como vice o empresário José Alencar e que não teria problema em compor a chapa com Geraldo Alckmin, já que o ex-tucano é oposição a Jair Bolsonaro e João Doria.

“Temos visão de mundo diferentes, temos. Mas isso não impede a possibilidade de que as divergências sejam colocadas em um canto e as convergências de outras para poder governar. Não terei nenhum problema em fazer chapa com o Alckmin para ganhar as eleições e governar esse país”, disse.

A cúpula petista conversa, nesta quinta-feira (20), mais uma vez com o comando do PSB, partido que deve filiar o ex-governador paulista para ser vice de Lula.

Ainda na entrevista de hoje, o ex-presidente também atacou Sergio Moro e o chamou de canalha.

Já o ex-juiz rebateu a declaração do ex-presidente em publicação nas redes sociais.

“Canalha é quem roubou o povo brasileiro durante anos e quem usou nosso dinheiro para financiar ditaduras. E quadrilha é o nome disso, colocada por você, Lula, na Petrobras.”

As provocações entre os pré-candidatos ao planalto continuaram no dia de hoje. O presidente Jair Bolsonaro ironizou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“Eu já recebi uma multa por não usar máscara no cemitério de Guaratinguetá, já levei nove multas do ‘calcinha apertada’”, disse.

Doria preferiu não responder a provocação e centrou sua critica à economia de Bolsonaro e afirmou que nos últimos três anos o número de pobres ou miseráveis dobrou de 15 milhões para 30 milhões no país. 

“Não foi apenas pela pandemia, foi pela inépcia e incapacidade de se realizarem, preverem e realizarem programas de proteção à população desvalida, a população mais vulnerável do país”, disse o governador de São Paulo.

Líderes do PSDB e do MDB discutem a possibilidade de unir as campanhas de João Doria e Simone Tebet, na tentativa de deslanchar uma candidatura de terceira via.

Já Ciro Gomes prometeu aumentar os impostos dos mais ricos para financiar o combate à fome.