Jornal da Band

Conta de luz deve aumentar, diz Paulo Guedes: "Não adianta ficar sentado chorando"

Aneel tem reunião na terça-feira (31) e deve analisar um novo reajuste na bandeira vermelha 2

Marcelo Silveira e Carolina Villela, do Jornal da Band 26/08/2021 • 20:30 - Atualizado em 26/08/2021 • 21:28

A pior seca dos últimos 91 anos vai deixar a energia ainda mais cara. As contas de luz podem voltar a subir já no próximo mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem reunião marcada para terça-feira (31) e deve analisar um novo reajuste na bandeira vermelha 2.

Em audiência pública no Senado, o ministro da Economia Paulo Guedes confirmou que a taxa adicional, atualmente em R$ 9,49 o quilowatt/hora vai subir de novo. E pediu ajuda aos estados para segurar o repasse do ICMS.

"Temos de enfrentar a crise de frente. Vamos ter de subir a bandeira, a bandeira vai subir. Vou pedir aos governadores para não subir automaticamente, eles têm um percentual. Então, você bota a bandeira, eles acabam faturando em cima da crise. Temos de enfrentar, não adianta ficar sentado chorando", analisou.

O Ministério de Minas e Energia promete dar desconto na conta de quem reduzir o consumo já a partir de setembro, mas as regras ainda vão ser divulgadas.

Diminuir o tempo de banho, usar lâmpadas mais eficientes e tirar os aparelhos da tomada pode ajudar a economizar na conta de luz.

“Talvez caiba algum investimento emergencial em geração a partir de gás natural e a população brasileira, como um todo, utilizar de forma mais cuidadosa a energia elétrica”, afirma Braz Cardoso, professor da Universidade Federal de Minas Gerais.

ONS sugere importar energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou que, a partir de outubro, a geração de energia elétrica não vai ser suficiente para atender a demanda.

Para evitar o risco de apagão, o país precisa aumentar a oferta agora em setembro, em cerca de 5,5 gigawatts - o que corresponde a aproximadamente 7,5% da carga diária atual do sistema elétrico.

Para isso, o ONS afirma que é preciso ampliar, com urgência, a importação de energia e contratar novas termelétricas.