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Ultradireita cresce e pode afetar campanha do atual primeiro-ministro do Reino Unido; entenda

Rishi Sunak, não consegue convencer o eleitor de que é capaz de trazer de volta a estabilidade ao país

Felipe Kieling

A onda da extrema-direita que inundou as eleições para o Parlamento Europeu atravessou o Canal da Mancha. O partido Reform UK aparece, pela primeira vez, na frente dos conservadores em segundo lugar nas intenções de votos, são 19% contra 18%, atrás dos trabalhistas, com 37%. 

O líder da legenda é Nigel Farage, um populista que fez campanha a favor do Brexit, que é a saída do Reino Unido da União Europeia. Ele surfa na crise econômica que fez o custo de vida disparar e aponta para os imigrantes como parte do problema.

Farage vende soluções fáceis para problemas difíceis e garante ser capaz de reduzir a imigração. Controverso e divisivo, o político já foi alvo duas vezes de eleitores britânicos nessa campanha eleitoral. Primeiro, recebeu um banho de milkshake. Depois, foi um copo de café.

Mesmo com todas as polêmicas, o apoio a Farage cresce porque muitos conservadores se cansaram da bagunça no partido e estão migrando para a extrema-direita. 

O Partido Conservador está há 14 anos no poder. Desde então, foram cinco premiês, sete ministros da economia e diversas crises políticas.

O atual primeiro-ministro, Rishi Sunak, não consegue convencer o eleitor de que é capaz de trazer de volta a estabilidade ao país. Ele antecipou as eleições para 4 de julho, na esperança de que atuais indicadores econômicos e o aumento nos gastos com defesa ajudem a reverter o cenário e manter os conservadores no poder.

Os trabalhistas, liderados por Keir Starmer estão no caminho para vencer, mas devem enfrentar uma oposição radical, que tem ganhando cada vez mais força. O Partido Reform UK, de extrema-direita cresce nas pesquisas, ultrapassa os conservadores e se coloca como segunda força para a eleição no Reino Unido. 

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