Jornal da Band

Uso de robôs otimiza atendimentos médicos no Brasil

Robótica é usada em Medicina há mais de 15 anos no País

Da Redação, com Jornal da Band 18/05/2022 • 12:10 - Atualizado em 18/05/2022 • 14:35

Os robôs estão ganhando mais espaço na Medicina, tanto na consulta quanto na cirurgia. Em constante evolução, a robótica virou uma grande aliada dos médicos e já participa de cirurgias no Brasil há mais de 15  anos

Com quatro braços mecânicos, um desses robôs é capaz de realizar diversas cirurgias em especialidades diferentes, desde Urologia até Ginecologia, por exemplo, sempre com o médico comandando a operação.

Só no ano passado, em um hospital de São Paulo, foram realizadas mais de 1,3 mil cirurgias com uso da robótica.

O diretor-geral do hospital, Bruno Alves Pinto, afirma que os procedimentos com uso de robôs está cada vez mais aprimorado. 

“No câncer de próstata teve um avanço significativo, do ponto de vista de efeitos colaterais, pós-cirúrgicos, por exemplo, de impotência em homens, que é uma causa de preocupação para quem é submetido a cirurgia. Os índices (de preocupação), com uso de robótica, caíram de forma drástica”, aponta o médico. 

Uma feira hospitalar em São Paulo reúne novas tecnologias para a Medicina desenvolvida em mais de trinta países. O Brasil também está presente na lista. Um dos robôs facilita a interação entre médico e paciente à distância.

Outra máquina foi criada para aumentar a eficiência na desinfecção em hospitais. 

O curador de Inovações da feira hospitalar Marcelo Boeger explica que a pandemia trouxe novas demandas, deixando os robôs ainda mais úteis para entrada em quartos e locais menos seguros. 

“Foi usado no Hospital das Clínicas, em atendimentos e pronto-atendimento, em quartos de isolamento, em precaução, onde o médico poderia entrar por meio do robô”, conta. 

A tecnologia evoluiu tanto que os médicos já conseguem atender emergências em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) à distância.

A gerente de produto Silmara Formente conta que o Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) já usa a tecnologia. 

“Consegue acessar todos os equipamentos, as curvas fisiológicas, por meio dessa plataforma, de qualquer lugar do mundo e qualquer dispositivo”, aponta.