Jornal da Noite

Zolpidem terá alteração no tipo de receita para prescrição e venda

A medida foi adotada a partir do aumento de relatos de uso irregular e abusivo relacionados ao uso do zolpidem

Da redação

O zolpidem é um agente hipnótico indicado no tratamento da insônia
O zolpidem é um agente hipnótico indicado no tratamento da insônia
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A Anvisa aprovou nesta quarta-feira (15) um aumento do controle para o medicamento zolpidem. Com isso qualquer medicamento contendo zolpidem deverá ser prescrito por meio de Notificação de Receita B (azul), já que o produto faz parte da lista de substâncias psicotrópicas da norma de substâncias controladas no Brasil. 

A receita tipo B exige que o profissional prescritor seja previamente cadastrado na autoridade local de vigilância sanitária. O zolpidem já estava enquadrado na lista B1 (psicotrópicos) que é mais restrita, porém o adendo 4 desta mesma lista flexibilizava a restrição e previa que medicamentos com até 10 mg de zolpidem por unidade posológica, seriam equivalentes aos medicamentos da lista C1 - Lista de Substâncias Sujeitas à Controle Especial. 

Para esta categoria, C1, a prescrição pode ser feita em receita branca de duas vias e não há a exigência de que o profissional que prescreve seja previamente cadastrado pela autoridade sanitária local. 

A medida foi adotada a partir do aumento de relatos de uso irregular e abusivo relacionados ao uso do zolpidem. A partir do dia 1º de agosto de 2024, a Notificação de Receita B (azul) passa a ser obrigatória para a prescrição e dispensação de todos os medicamentos à base de zolpidem, independente da concentração da substância. 

Este prazo foi definido para evitar que os pacientes possam ter alguma descontinuidade de tratamento. 

O que é o zolpidem 

O zolpidem é um?agente hipnótico indicado no tratamento da?insônia de curta duração, por dificuldades em adormecer e/ou manter o sono. Seu uso deve ser o menor possível e, assim como para todos os hipnóticos, não deve ultrapassar quatro semanas. 

O tratamento além do período máximo não deve ser estendido sem uma reavaliação da condição do paciente, pois o risco de abuso e dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento. 

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