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Ministro quer infraestrutura para gerar empregos no Brasil pós-pandemia

Tarcísio Gomes de Freitas aposta em privatizações para acelerar setor

Da Redação, com BandNews TV 22/04/2021 • 19:13 - Atualizado em 22/04/2021 • 21:19

A criação de empregos será um dos desafios do Brasil para o cenário pós-pandemia da Covid-19. Foi o que afirmou nesta quinta-feira Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura, durante um dos painéis do Conexão BandNews com The New York Times.

O debate levantou o tema “O que esperar do mundo pós-pandemia?” em três painéis. No painel “Brasil & Negócios Globais”, além do ministro, marcaram presença Sergio Segovia (presidente Apex-Brasil). Sergio Amaral (embaixador do Brasil nos Estados Unidos), Suresh Reddy (embaixador da Índia no Brasil), Marcos Troyjo (presidente do Novo Banco do Desenvolvimento - Banco Brics) e Gaspard Estrada (colunista do The New York Times).

Segundo Tarcísio, o Brasil tem “grande potencial de crescimento” e sabe “estruturar projetos”. Por isso, pode atrair investimentos estrangeiros e gerar empregos tão logo a pandemia seja controlada.

“O desafio do pós-pandemia será o emprego. Nós temos um compromisso com a retomada do emprego e precisamos trazer investimento para cá. A infraestrutura é uma alavanca de retomada de emprego”, disse o ministro, segundo o qual “investir em estrutura é investir em produtividade”.

Privatizações

Tarcísio celebrou o êxito na transferência de ativos para a iniciativa privada, e acredita que uma maior concessão de ativos públicos pode fomentar a economia.

O ministro reconheceu erros em privatizações anteriores, quando diversos equipamentos acabaram devolvidos ao poder público. Para ele, é preciso aprender com o passado para realizar melhores contratos.

“Aprendemos muito com as lições do passado. Percebemos exatamente no que pecamos, no que falhamos nas modelagens feitas lá atrás”, disse.

De acordo com o titular da pasta da infraestrutura, “a gente tinha a interferência do Estado, mesmo nesses projetos de concessão”. E esse modelo precisa ser superado.

“Tínhamos modelos que inflavam demandas artificialmente, que buscavam a menor tarifa a qualquer custo. E quando o projeto não ficava de pé, a gente recorria ao banco público”, analisou. “De alguns anos para cá, temos feito concessões que não geram apenas leilões bem-sucedidos, mas contratos bem-sucedidos.”

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