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Moraes determina que Bolsonaro preste depoimento hoje na Polícia Federal

Presidente foi convocado para depor em inquérito sobre vazamento de documento sigilosos

Da redação 27/01/2022 • 18:51 - Atualizado em 28/01/2022 • 09:09

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento presencial à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), às 14h, em inquérito sobre vazamento de documentos sigilosos.

Bolsonaro é investigado por ter divulgado, durante uma live em agosto de 2021, dados de uma apuração da PF em andamento sobre um ataque hacker ao sistema interno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, replicando o vídeo em redes sociais. O presidente, entretanto, não trouxe provas sobre a suposta violação no pleito.

"Não tendo o Presidente da República indicado local, dia e horário para a realização de seu interrogatório no prazo fixado de 60 (sessenta) dias, determino sua intimação, por intermédio da AGU, para que compareça no dia 28/1/2022, às 14h00, para prestar depoimento pessoal, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal”, diz o despacho.

A abertura do inquérito sobre o vazamento foi uma determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes, que atendeu a um pedido do próprio TSE. A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu prorrogação do prazo no fim de novembro, estendido por mais 45 dias.

Filipe Barros (PSL-PR), que estava na live com o presidente, já prestou depoimento, onde disse que ambos não tinham ciência de que esse inquérito era sigiloso. O delegado que apurava o ataque ao TSE e acabou afastado do cargo também foi ouvido.

Depoimento acontecerá em meio a novos ataques contra ministros do STF

A determinação acontece no momento em que Bolsonaro voltou a atacar os ministros do Supremo. No dia 13 de janeiro, afirmou que Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, e Moraes eram "defensores de Lula"

Moraes é relator de quatro de cinco inquéritos abertos na corte para investigar o presidente. No ano passado, Barroso rebateu o presidente quando ele colocou em dúvida a segurança das urnas eletrônicas.