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"Não posso olhar para o passado de cada réu que analiso o habeas corpus", diz ministro que mandou soltar André do Rap

Da Redação, com Rádio Bandeirantes e Brasil Urgente 10/10/2020 • 14:13 - Atualizado em 10/10/2020 • 14:20
Decisão do ministro Marco Aurélio Mello colocou na rua André do Rap, um dos maiores traficantes do país
Decisão do ministro Marco Aurélio Mello colocou na rua André do Rap, um dos maiores traficantes do país
Reprodução/Brasil Urgente

O traficante André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, foi solto na manhã deste sábado (11), por determinação do ministro Marco Aurélio Mello, do STF. Em entrevista exclusiva a Agostinho Teixeira, na Rádio Bandeirantes, Mello explicou: “Eu sigo a lei, estou há 41 anos como julgador, e não posso olhar para o passado de cada réu que analiso o habeas corpus”.

Ele foi entrevistado pela primeira vez, com exclusividade, após a soltura do traficante. Nesta sexta-feira (9), o ministro do Supremo analisou um habeas corpus e determinou a soltura de André do Rap. 

DELEGADO
Quem não ficou muito feliz com a notícia foi Fábio Caipira, delegado responsável pela prisão do criminoso em 2019. Ele e a equipe passaram cerca de 6 anos no trabalho de investigação e buscas. Agora, temem uma eventual fuga. Em entrevista ao Brasil Urgente, o delegado disse que “Ele é um cara que mesmo preso continuou à frente do tráfico nesse cartel. Solto ganha uma força ainda maior (…). Nosso medo é ele fugir para o exterior. Ele já morou na Holanda, tem uma penetração grande no exterior. Nosso medo é que ele saia do país, aí fica difícil apanhá-lo outra vez.” 

ENTENDA O CASO:
Integrante do PCC, André é acusado de enviar toneladas de cocaína para a Europa por meio do Porto de Santos, no litoral sul de São Paulo. Ele foi preso em setembro de 2019 em uma mansão na cidade de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.

No local, havia dois helicópteros, um deles adquirido por André por R$ 7 milhões, além de uma lancha avaliada em R$ 6 milhões. Ele está preso na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau II, no interior de SP e aguarda o alvará de soltura.