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"Não precisa estar no plano de governo, está na lei", diz Matarazzo sobre combate ao racismo

Da Redação 15/10/20 • 23:46 - Atualizado em 16/10/20 • 00:55
Andrea Matarazzo, candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo
Andrea Matarazzo, candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo
Band Eleições

O Band Eleições desta quinta-feira, 15, recebeu o candidato a prefeito de São Paulo pelo PSD, Andrea Matarazzo, com apresentação da Sheila Magalhães e participação do jornalista Juliano Dip.

Ex-subsecretário da Sé, Matarazzo iniciou a entrevista falando sobre suas iniciativas para o centro de São Paulo, que está em degradação há anos. Entre as ideias está o combate ao crime e tráfico de drogas na região, bloqueando hotéis e bares usados por traficantes e ferro-velho que assaltantes de carga utilizam. "Enquanto não interditar isso e aporrinhar a vida do bandido, ele vai continuar lá".

O candidato também falou de atender aos moradores de rua junto com igrejas que já realizam esse tipo de ação no centro. "A turma da ideologia fala em catequizar o morador de rua e não é isso. Eu prefiro um morador de rua evangelizado e vivo do que ateu e morto, mas quem vai decidir é ele", acrescentou. 

Combate ao racismo 

Outro ponto levantado foi a ausência de políticas de combate ao racismo em seu plano de governo; o documento inclui, por exemplo, medidas para a população LGBT. "Eu não cito porque está no meu cotidiano. É normal, eu não tenho a necessidade de ficar reafirmando (...) o combate ao racismo é permanente, não precisa estar no plano de governo; está na lei e no meu caráter". 

Segurança pública 

Andrea Matarazzo pontuou que a gestão municipal não pode se ausentar na segurança pública, passando a responsabilidade apenas para o Estado. "[A Prefeitura deve atuar] em lugares com muito mato, lugares escuros, instalando câmeras, isso ajuda muito. Além disso, ampliar o sistema de reconhecimento da polícia e com a volta da operação Delegada, que contrata policiais militares no seu período de folga, quase dobrando o efetivo". 

Educação 

O candidato quer ainda estipular uma formação em período integral para o aluno da rede pública. "Após as aulas, ele vai para o teatro, para a biblioteca, um clube de esporte - que hoje está nas mãos do crime organizado - e nesses lugares ele terá também reforço escolar", explicou.

"É uma forma de abrigar a criança o dia todo. Hoje, metade da população da periferia mal consegue ficar com seus filhos; vão trabalhar preocupados, inclusive. E tem dinheiro para isso. É uma questão de fazer escolhas. Ao invés de gastar com uma fonte luminosa de R$ 100 milhões, você gasta esse dinheiro com atividades extracurriculares para as crianças", completou, alfinetando o atual mandatário, prefeito Bruno Covas (PSDB), com a obra de revitalização do Vale do Anhangabaú da gestão tucana.

Saúde

Uma das principais preocupações de governos de todo o País na pandemia de coronavírus, a saúde será um desafio, reconhece Matarazzo. "Minha ideia é ampliar os turnos de médicos - dando as devidas condições - em AMAs, UBS e hospitais públicos; quando necessário fazer um convênio com a rede privada também".

O candidato também quer modernizar o sistema com o uso ampliado da telemedicina. "A tecnologia tem de ser usada. Algo que todo mundo fala e nunca aconteceu é o prontuário eletrônico. Temos que trabalhar duramente para acontecer, porque gera uma economia enorme. E também implementar a telemedicina na saúde da família".

Veja o programa na íntegra:

 

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