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Ninguém morreu por dengue na cidade de SP em 2020

Da Redação, com Rádio Bandeirantes e Bora Brasil 02/02/2021 • 12:00 - Atualizado em 02/02/2021 • 12:05
Ninguém morreu por dengue na cidade de SP em 2020
Ninguém morreu por dengue na cidade de SP em 2020
Reprodução

Não houve mortes por dengue na cidade de São Paulo no ano passado. Segundo dados da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da capital, houve também uma queda de 88% nos casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. As informações são do repórter Lucas Herrero, da Rádio Bandeirantes, no Bora Brasil.

Foram 14.952 ocorrências a menos em comparação a 2019, ano em que houve três mortes. De acordo com o diretor da Divisão de Vigilância em Zoonoses, Werner Garcia, o resultado pode ser explicado pela sazonalidade da dengue, que tem picos a cada quatro anos, sendo o último justamente em 2019.

As variações climáticas afetam também a proliferação dos mosquitos e a pandemia foi outro fator que afetou o resultado do ano passado. “Muitas pessoas não procuraram o serviço de saúde por causa do coronavírus. As pessoas ficaram temerosas e acabaram fazendo uma automedicação por isso a probabilidade do número de casos confirmados ser um pouco maior é alta”, disse.

Diferenças entre os mosquitos

O especialista explica que existem diferenças entre o pernilongo comum, da espécie Culex, e o mosquito da dengue, o famoso Aedes Aegypti, até mesmo na quantidade de ovos colocados e no local onde são depositados.

Enquanto a fêmea do inseto comum busca águas mais sujas, com muitos sedimentos, como por exemplo o Rio Pinheiros, a fêmea do Aedes busca terrenos mais limpos, como água parada em vasos e caixas d'água

“Uma fêmea de Culex, que é o pernilongo comum, ela bota os ovos em jangada, ou seja, ela bota cerca de 150 ovos de uma vez diferente do mosquito da dengue que a fêmea em um recipiente de água parada ela bota 2 ou 3 ovos”, explicou.

Números estaduais

Em todo o Estado de São Paulo, houve um recuo de 51% nas mortes - 274 em 2019 diante de 136 em 2020 -, e de 53% nos casos - mais de 400 mil em 2019 contra 192 mil no ano passado.

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