Olhar de Repórter

Represa de Guarapiranga ganha projeto de revitalização da orla e dos parques

Prefeitura de São Paulo busca parceria público-privada para reformar iate clube às margens da represa

Olhar de repórter 18/06/2022 • 10:04 - Atualizado em 18/06/2022 • 15:36

A cidade de São Paulo tem um projeto em andamento para revitalizar a orla da Represa de Guarapiranga, na zona sul da capital paulista. São dois projetos: um que inclui a concessão de sete parques municipais que ficam na orla, e o outro é uma parceria público privada para a revitalização do Iate Clube Santa Paula. 

Um patrimônio da cidade tombado, abandonado e degradado. Até o final dos anos 70 o Iate Clube Santa Paula, às margens da Represa de Guarapiranga, foi um dos lugares mais charmosos e exclusivos de São Paulo. 

“O Clube Santa Paula era o centro da região”, lembra o empresário James Klein. “Tinha competições de motonáutica, muito lazer, esportes aquáticos. Com o fechamento dele em 80 foi caindo os restaurantes, lanchonetes, tudo. Foi caindo a frequência.”

O Iate Clube Santa Paula começou a ser construído no início dos anos 60. O projeto original previa um hotel cassino de 13 andares. Nunca saiu do papel. O complexo é tombado pelo patrimônio histórico e guarda do outro lado da avenida atlântica um ícone da arquitetura paulistana – a garagem de barcos projetada pelo arquiteto Vilanova Artigas.

A degradação da garagem de barcos é evidente. Estruturas metálicas à mostra, vidros quebrados, mato nascendo no concreto. Foi a primeira obra no estilo brutalista na cidade – o mesmo estilo de arquitetura do Masp, do Centro Cultural São Paulo e da estação Armênia do Metrô, que foram construídos anos depois. Na sede do clube, a mesma situação – sujeira, mato alto e as piscinas praticamente destruídas.

O Santa Paula pertence a um empresário do ramo têxtil. O funcionário que “cuida” do espaço contou que o lugar serve de depósito. A Prefeitura informou que pretende desapropriar o complexo e fazer uma parceria público privada para revitalizar o lugar. O futuro concessionário terá que investir quase R$ 130 milhões para deixar o Santa Paula em ordem novamente.

A parceria deve durar 30 anos e prevê a instalação de um hotel, um complexo de turismo, educação e cultura, além de uma escola profissional de nível superior que será batizada com o nome do prefeito Bruno Covas. Na garagem de barcos, será instalado um restaurante escola aberto ao público e um espaço para exposições culturais. A área verde de mais de 30 mil metros quadrados será transformada em um novo parque municipal.

O projeto da Prefeitura, que passou por consultas públicas, também prevê a concessão dos sete parques municipais da orla da represa à iniciativa privada. Todos estão em funcionamento, mas recebem poucos recursos. A previsão é que o futuro concessionário dos parques tenha que investir R$ 21 milhões para deixá-los com melhor estrutura, além de R$ 468 milhões para manter os parques ao longo dos 25 anos de concessão.

Bikes elétricas surgem como transporte alternativo

As bicicletas ele´tricas se tornaram uma alternativa para a populac¸a~o da capital paulista. O Olhar de Repo´rter traz como o meio de transporte esta´ sendo efetivo na vida das pessoas, e como isso contribui para o meio ambiente.

Instituto Biológico tem laboratório e museu 

O Instituto Biológico, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, tem alguns dos mais avançados laboratórios do mundo. É nele que a qualidade de todos os tipos de alimentos produzidos no país é atestada. O Instituto Biológico é fundamental para a saúde dos brasileiros e do agronegócio.

“Não sai um frango, não sai uma carne de frango, não sai um ovo desse país que se produz sem que passe pelo IB”, diz Francisco Maturro, secretário estadual da agricultura. “Os nossos laboratórios são de nível elevadíssimo. São reconhecidos em todo lugar do mundo. Carimbou o Biológico de SP, carimbou para o planeta.”

São nos laboratórios que a quantidade de agrotóxicos nos alimentos é verificada. Sérgio Monteiro, químico responsável pelas análises. Ele garante que os exageros no uso de pesticidas, embora comuns, não afetam a saúde de quem procura sempre variar a alimentação e dar preferência a produtos da estação. Segundo ele, o controle da saúde dos alimentos em São Paulo é o mais rigoroso do país.

Depois de dois anos fechado à visitação por conta da pandemia, o Instituto Biológico foi reaberto em maio, com uma grande festa na colheita do café daquele que é considerado o maior cafezal urbano do mundo. Um verdadeiro laboratório a céu aberto que fez a alegria de gente de todas as idades.

O Instituto Biológico também tem um museu que conta a sua história e a do agronegócio brasileiro. O visitante do museu pode conhecer o fantástico mundo dos insetos. 

Visitar o museu do Instituto Biológico é certeza de fortes emoções, seja segurando um bicho pau, uma barata de Madagascar – que não transmite nenhum tipo de doenças, ou mesmo torcendo por uma das competidoras de uma corrida tão inusitada quanto divertida. É o grande prêmio das baratas do Instituto Biológico.